Editorial: Ásia nuclear

Se as duas Guerras mundiais que a humanidade viveu tiveram como cenário principal a Europa, embora nelas tivessem participado soldados de outros continentes, incluindo o africano, nestes dias, a possibilidade de eclosão de um conflito mundial está mais centrada na Ásia, apesar de não ser prudente deixar de lado o potencial de conflito entre a Rússia e a OTAN.

Na volátil Ásia há potências nucleares como a Índia, o Paquistão, a China e agora a Coreia do Norte, além de Israel, que também se diz possuir a bomba atómica. Além das bombas em reserva, a Ásia, sobretudo no Medio Oriente, tem sido o ninho dos fundamentalismos religiosos dos nossos dias, tem mostrado uma dinâmica de guerra em que a lógica é a aniquilação do maior número de pessoas.

Os atentados bombistas são disso exemplo. Mas nas últimas semanas parece ter-se passado para o lançamento de mísseis de um lado para o outro, até agora quase todos interceptados. Os alvos programados têm sido sobretudo áreas populacionais. Por outro lado, norte-americanos e norte- coreanos podem “abrir” a destruição do planeta se um dos lados se lembrar de colocar uma ogiva nuclear num dos misseis com que mostram a sua força.