Cidadão indiano baleado em assalto

O comerciante saía de Porto pesqueiro, onde tinha levantado uma mercadoria, e foi interpelado por dois meliantes armados, que lhe surripiaram uma pasta com quantia avultada de dinheiro. Dos disparos feitos, foi atingido na mão e na coxa.

POR: Romão Brandão

O facto aconteceu ontem, por volta das 10:00h, nas imediações da Comarca Central de Luanda (CCL), na Petrangol, Distrito Urbano do Sambizanga, quando indivíduos não identificados, com os rostos cobertos, fazendo-se transportar numa motorizada de marca Yamaha YB, dispararam contra um cidadão de nacionalidade indiana que transportava uma quantia avultada de dinheiro.

Os meliantes perseguiam o indiano, orientaram que parasse a viatura, fizeram disparos e pediram a pasta do dinheiro. O cidadão que responde pelo nome de Kishorlal Bahadur, de 46 anos, foi atingido na mão direita e alojada na coxa direita, em que ficou uma bala alojada. A vítima fazia-se transportar numa viatura de marca Mitshubishi Canter, com o motorista e um funcionário da sua empresa, estes dois de nacionalidade angolana, vinham do Porto pesqueiro.

Os dois cidadãos angolanos não foram alvejados, tendo um deles fugido tão logo ouviu os disparos. De acordo com o jovem Pedro, uma testemunha ocular, que acha não ter sido alvejado porque carregava a sua filha ao colo, os meliantes foram rápidos e, apesar de na zona existirem duas agências bancárias, protegidas por seguranças armados, estes não conseguiram intervir.

Ao que tudo indica, os meliantes sabiam que o cidadão faria compras e transportava uma quantia monetária avultada, pois a acção foi rápida e devidamente planeada. Há 200 metros do local do crime vimos polícias de giro, na paragem de táxis na CCL, mas, ainda assim, Pedro disse-nos que a insegurança naquela zona do Sambizanga é elevada.

A única vítima ferida foi transportada ao Hospital Municipal do Sambizanga, mas, pelo facto de merecer intervenção cirúrgica, encaminharam-na ao Hospital Américo Boavida, onde se encontra internado. Segundo as autoridades policiais, quando entrevistado, o mesmo não conseguiu precisar a quantia exacta roubada.