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Coração de Nova Iorque parou por algumas horas

Nova Iorque viveu na Segunda-feira uma manhã mais frenética do que o habitual.

Um atentado terrorista atribuído a Akayed Ullah, cidadão do Bangladesh , residente há sete anos em Brooklyn, provocou o caos no terminal de Port Authority , um dos mais concorridos centros de desdobramento de autocarros públicos e comboios.

Deste conhecido hub de Manhattan partem todos os dias, mais de duas centenas de autocarros. Localizado a escassos metros de uma das várias estações de metro, aquele ponto é um nó por onde se cruzam milhares de passageiros, uns para o comboio, outros para os autocarros. Este atentado aconteceu cerca de duas semanas depois de a Polícia ter ensaiado alguns simulacros de atentados deste género.

Akayed Ullah, que trabalha em regime de part time como taxista, é acusado de ter entrado na cave do terminal com explosivos improvisados amarrados ao seu corpo e cobertos com roupa de frio. A explosão provocou quatro feridos, sendo Akayed Ullah, o que mais ferimentos sofreu. Pouco mais de uma hora depois, a Polícia e a prefeitura de Nova Iorque não tiveram quaisquer dúvidas de que se tratava de um atentado terrorista.

A grande metrópole tem sido alvo de várias tentativas de atentados, alguns deles evitados pela Polícia. O último teve lugar a 3 de Outubro, quando um cidadão, alinhado com o Daesh intencionalmente conduziu uma carrinha alugada contra um grupo de turistas, provocando oito mortos. Descrições feitas pela Polícia sugerem que as coisas poderiam ter sido piores se Akayed Ullah tivesse sido bem-sucedido na sua operação. Tratou-se, segundo a Polícia, de um artefacto improvisado cuja detonação seguramente não correu bem.

Akayed Ullah escolheu um corredor da estação de Port Authority, onde, obviamente, passam ao mesmo tempo dezenas ou centenas de passageiros, dependendo da hora. Akayed Ullah é tido como alguém que supostamente se terá radicalizado via Internet. Akayed Ullah está agora internado e sob custódia da Polícia

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