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Cinema: “O Quadrado” de Ruben Östlund vence seis prémios da Academia Europeia

O filme “O Quadrado”, do sueco Ruben Östlund foi o grande vencedor, arrecadando seis galardões, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador, na gala realizada esta semana na capital germânica.

A produção sueca, dinamarquesa e francesa recebeu, ainda, os prémios de Melhor Comédia, Melhor Argumento, Melhor Design de Produção e Melhor Actor para Classe Bang. “O que significa para mim? Estava realmente, muito feliz por ter ganhado o Melhor Actor, penso que ele realmente mereceu, e então ganhei, também, o Melhor Realizador.

Estava super feliz pois a concorrência, quando se trata de Melhor Realizador, era muito dura”, assegura Ruben Östlund. O filme estreiado em Novembro retrata a vida de Christian, um respeitado curador de um museu de arte contemporânea, pai de dois filhos, conduz um carro eléctrico e apoia boas causas. A sua próxima exposição, “O Quadrado”, é uma instalação que pretende evocar o altruísmo em quem a vê, recordando-nos o nosso papel enquanto seres humanos responsáveis pelos nossos congéneres.

Outras premiações

A cerimónia foi também uma manifestação de união numa altura em que o “Brexit” e o ressurgimento de movimentos nacionalistas ameaçam o sentimento europeu. A actriz e realizadora Julie Delpy foi distinguida com um prémio honorário, pela sua contribuição para o cinema e o cineasta russo Aleksandr Sokurov recebeu um prémio honorário da Academia pela sua carreira.

Entre as suas obras mais significativas incluem-se “Russian Ark”, de 2002, e Faust, de 2011, que ganhou um Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza. Julie Delpy começou a carreira aos 14 anos num filme de Jean-Luc Godard. Aos 30 anos realizou, escreveu e produziu o primeiro filme. Em mais de quatro décadas Julie Delpy participou como actriz, realizadora ou argumentista em mais de 70 filmes.

“Para mim, foi muito importante ganhar um prémio de um comité europeu, porque para mim o valor do cinema europeu não tem preço – é um valor artístico, um valor intelectual, um valor cultural extraordinário”, confidencia Delpy.

O dinamarquês Claes Bang, que recebeu o galardão de Melhor Actor quis agradecer ao realizador. “Para um actor, confiarem assim nele, dessa maneira, descobrir que se tem, realmente, esse tipo de confiança com o realizador, que ele realmente lhe permite, nessa hora e espaço, investigar e explorar- Foi incrível! Foi, na verdade, a coisa mais insana, na minha carreira de actor”, diz.

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