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Ima Ioso leva “Sexo no casamento” à LAASP

O colectivo de Artes Ima Iosso leva ao palco a peça “Sexo no Casamento”, nesta Sexta-feira pelas 20 horas, na LAASP, ex-Liga Africana.

POR: Valquíria Martins

A sugestiva peça retrata a noite de núpcias dos personagens Maria Luísa e Marco António. Após o casamento, Maria alega ser pura e diz que não vai ceder às vontades do marido logo na primeira noite. Mas, ao ligar o rádio, ela ouve uma notícia que dava conta de que um fenómeno atmosférico haveria de ocorrer naquela noite e tinha a ver com a rota de colisão de um corpo celeste com a terra e em cerca 20 minutos resultaria na extinção da humanidade. Com essa informação, Maria decide então, por si mesma, não morrer virgem, daí que tenta aproveitar os últimos minutos das suas vidas desfrutando de tudo na sua noite de núpcias.

Entretanto, a mesma notícia abala o estado psico-emocional do esposo, e este não despoleta a sua erecção. A partir daquele momento chegam às brigas e essas vão até ao extremo. Daí, cada um deles abre-se ao outro, a fim de confessar os seus segredos na certeza de que o mundo acabaria. Em cerca de uma hora os personagens, Marcos António (Plácido Lopes) e Maria Luísa (Mariana Adriano), transmitem a emoção do drama, que para uns são tabus vividos dentro do lar, sobretudo no quesito da abordagem sobre sexo. A obra é uma adaptação do livro com o mesmo nome de autoria do dramaturgo brasileiro Fábio Marcelo, e ela traz à reflexão o modo de vida de um casal no sentido de haver mais diálogo e confiança entre ambos. Segundo fizeram saber a OPAÍS os membros de direcção do grupo, a peça foi estreada a 9 de Janeiro de 2015, nos mesmos moldes em que volta a ser exibida. Por outro lado, referiram que para o próximo ano, logo a partir do mês de Fevereiro, terão novas apresentações com destaque para as peças “Curso de casal” e “Na ponta da ponte”.

O grupo

Fundado em 2009, na paróquia da Ressurreição da Igreja Nossa Senhora de Fátima, o grupo tem no seu repertório, entre outras peças, “A sogra também pode ser mãe”, “O feto rejeitado”, “O oficial de justiça”, “A paixão de Cristo”, “Sofrimento”, “Regresso”, “Kiluanda”, “lágrimas que caiam”, “Catarina”. Nestes anos de árduo trabalho na representação, o grupo arrecadou alguns prémios individuais e colectivos, tendo sido destacado com o melhor espectáculo no Festi5°ano, em 2015. O actor Plácido Lopes foi também distinguido como melhor actor no Festivela já em 2016, além de terem alcançado a 3ª classificação no Festi5° do mesmo ano. Este ano, 2017, Plácido Lopes foi distinguido como melhor actor no festival de teatro da província do Bié denominado FESTI OLOMBANGUI, na cidade do Cuíto, em homenagem aos mártires daquela cidade.

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