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CASA-CE prevê maior fiscalização às próximas acções do Executivo

Um dos seus vice-presidentes considerou positivo o ano de 2017 para a Coligação de partidos políticos, CASA- CE, tendo apelado à criação de condições de trabalho que permitam aos deputados da actual Legislatura, irem ao encontro dos cidadãos.

POR: Neusa Filipe

Fazendo um balanço do ano já a findar, o vice-presidente da CASA-CE para a acção política, Manuel Fernandes, falou, ontem a este jornal, das maiores conquistas alcançadas pela Coligação e dos principais desafios aguardados para o ano de 2018, entre os quais se recomenda maior fiscalização às acções do Executivo angolano.

O responsável considerou que 2017 foi um ano em que a Coligação, liderada por Abel Chivukuvuku, conseguiu mais uma vez participar nas eleições gerais. Entretanto, apesar da fasquia ou dos resultados terem ficado distantes daquilo que se tinha como meta, declarou que a participação foi qualitativa, permitindo- lhes elevar para o dobro o número de deputados em relação à Legislatura anterior. Manuel Fernandes avançou que foi o ano em que, mais uma vez consolidaram a existência da CASA-CE a nível da esfera política nacional, enquanto força alternativa, fazendo com que se mantivesse entre as principais forças políticas do país, apesar dos seis anos de existência.

Entre os desafios aguardados para o próximo ano, a fonte referiu ser maior preocupação da CASA- CE, trabalhar para concluir o pacote autárquico para que, num curto espaço de tempo, se materialize o que está na Constituição, a realização de eleições autárquicas. Outro facto apontado como primordial é o de intensificar a fiscalização da acção do Executivo e pressioná-lo para que esteja voltado para a resolução dos problemas do cidadão. Garantiu que a CASA-CE, sendo uma força política bem representada na Assembleia Nacional, vai reunir os seus representantes a fim de exercer maior pressão de modo que a governação sirva os interesses do cidadão e dos angolanos em geral.

Informou que a Assembleia Nacional vai retomar os trabalhos com a realização da sua primeira sessão Plenária no dia 18 de Janeiro de 2018, na qual se poderá discutir o Orçamento Geral do Estado (OGE). “Vamos começar o ano já com a ‘batata quente’ que é a questão do Orçamento Geral do Estado, trata-se de um documento importante do país, portanto, a sua discussão terá que ser forte porque é através dele que poderemos ver se há ou não uma mudança na política de governação do país”, disse.

Relativamente à questão ligada à transmissão em directo dos debates parlamentares, assunto pendente desde a Legislatura anterior, o político referiu que os deputados à bancada parlamentar da CASA-CE vão continuar a debater o assunto até que o mesmo seja consolidado. Disse haver já informações que apontam que algumas sessões serão transmitidas em directo, porém, defendeu que a luta do seu grupo parlamentar não passa por se transmitir umas sessões e outras não. Defendeu ainda o direito dos cidadãos acompanharem aquilo que os seus representantes fazem no hemiciclo, saber qual é o ponto de vista político das forças representativas na Assembleia Nacional, onde são discutidas questões ligadas à sua vida.

“Não é justo que haja espaço para transmitir muitas vezes matérias que nada têm a ver com a nossa cultura e o nosso interesse. Entendemos que há condições técnicas e humanas para podermos transmitir os debates. O canal dois que está a ser retirado da gestão privada para a pública, poderia servir para a transmitir os debates parlamentares em directo”, avançou. Por outro lado, Manuel Fernandes apelou à criação de condições de trabalho e meios de locomoção que permitam aos deputados da actual Legislatura irem ao encontro do cidadão, até mesmo aqueles que se encontram em zonas recônditas do país.

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