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Carta do leitor: É mesmo Natal solidário ou uma estratégia de Marketing?

Estimado director do jornal OPAÍS, remeto-lhe votos de uma boa entrada. Nessa época festiva presumo que o vosso trabalho tenha triplicado, quero aqui desejar muita sorte e força de vontade.

POR: Wakalawako Bimba, em Namibe

Não devemos nos iludir com essas regalias todas que algumas crianças estão a receber nessa quadra festiva. Não mesmo! São tantas as instituições, governamentais e não-governamentais, que se predispõem a prestar auxílio a crianças vulneráveis no Natal, só mesmo no Natal. Eu aprendi, enquanto cristão, que devemos ser solidários de Janeiro a Janeiro e não de 11 em 11 meses, ou seja, de Dezembro em Dezembro.

Há crianças que, durante o ano, passaram fome, necessitaram de roupas ou algo que as resguardasse, necessitaram de pelo menos um elogio, há outras então que tudo que precisaram foi alguém que as arrancasse um sorriso do rosto. Mas as tais solidariedades só são feitas no Natal. E então, nos outros 11 meses elas não precisaram de ajuda? Não precisaram de um colo, um conforto? Precisaram!

Sem hiperbolizar, digo que isso não passa de uma estratégia de Marketing. Com esses Natais solidários, as instituições que o estão a realizar, indirectamente, estão a ser promovidas pelos órgãos de comunicação social que cobrem em determinadas actividades. Que deixemos de velar apenas pelos nossos interesses e que sejamos mais humanos. O que não gostaríamos que fizessem com os nossos filhos, que não façamos com os filhos alheios. Novo ano, nova consciência.

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