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Este prémio representa o meu crescimento profissional

Colocado na Editoria de Fotografia deste jornal, este jovem fotógrafo de mão cheia dispensa apresentação. Venceu recentemente a 10ª Edição do Prémio Nacional de Jornalismo, na categoria de Fotojornalismo

POR: Antónia Gonçalo

É com ele com quem conversamos à volta da sua consagração, do seu percurso profissional, e da meta que pretende atingir. Jacinto Figueiredo, ou Jack, para os mais próximos, a sua distinção resultou de uma fotografia que retrata a imagem do ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, tirada aquando da inauguração da Barragem Hidroelétrica de Laúca, em Agosto deste ano. A

fotografia espelha a grande satisfação que José Eduardo dos Santos teve depois de apertar o botão para o funcionamento da Barragem de Laúca. “É uma fotografia com um bom enquadramento, que ilustra as informações do ponto de vista técnico ”, conta. O fotógrafo realçou que escolheu a foto para concorrer ao prémio por notar nela a satisfação do antigo Presidente, após a inauguração da barragem. Devido à sua importância, a mesma foi utilizada como capa de uma das edições deste jornal, tendo contribuído para quebrar as especulações que pairavam sobre o estado de saúde do antigo mais alto mandatário da nação.

Importância do prémio

Para si, o prémio representa “crescimento profissional, reconhecimento, dedicação, satisfação profissional e mais responsabilidade na elaboração do seu trabalho”. Referiu que, durante os nove anos de trabalho neste jornal, ou seja, desde a sua fundação, retratou bons e maus momentos, mas apontou a citada fotografia como uma das mais difíceis feitas até ao momento, pelo facto de no momento estar a trabalhar sozinho. “O Presidente deslocou-se de um lugar para o outro de elevador, e tive de correr as escadas, oito andares, para chegar antes e concluir o trabalho com êxito”, explicou. Apesar deste prémio, garante que continuará com o mesmo empenho e dedicação, realçando que mais do que o prémio pecuniário, o mais importante é o reconhecimento do seu trabalho, enquanto profissional.

Dificuldades

Sobre o momento mais difícil da sua carreira, disse que foi aquando de uma viagem a província da Huíla, em que ele e um colega perderam- se do guia, tendo ficado horas a fio numa mata fechada  e sem combustível  no carro.”Foi numa altura que fazíamos um especial da Huíla, mas no final graças a Deus tudo correu bem”, mencionou.

Sobre o prémio Nesta categoria foi ainda premiado o jornalista Ludimilson Gomes da Televisão Pública de Angola. Ludimilson foi seu colega de turma na faculdade, tendo partilhado várias experiências no ramo académico e sentiu-se feliz por partilharem o prémio no ramo profissional.Quanto ao prémio equivalente a três milhões e 500 mil kwanzas, que será repartido, o fotógrafo referiu que irá investir no bem-estar da sua família.

Motivação para participação

Referiu que a motivação para concorrer surgiu de uma conversa tida com os directores do Jornal OPAÍS e da Rádio Mais, José Kaliengue e Paulo Gomes, respectivamente, numa viagem de trabalho efectuada na província do Cuando Cubango.

Gosto pela fotografia

Quanto ao gosto pela fotografia, referiu que surgiu em 1997 quando contratou um jovem fotógrafo para reportar o velório do seu pai, em Luanda, com o objectivo de reencaminhar as fotografias aos seus familiares na província do Uíge. “Apesar de serem fotografias tristes, num momento triste, o profissional teve o cuidado de retratar todos os detalhes, facto que achei interessante”, explicou.

Projectos

Jacinto Figueiredo tem vários projectos em carteira para 2018, dentre os quais o lançamento de um livro técnico sobre fotojornalismo.

Perfil

Jacinto Figueiredo Trabalha como fotografo há 20 anos, sendo os últimos nove dedicados à fotografia profissional. Em 2008, ingressou numa universidade em Luanda, onde estudou comunicação social, tendo-se licenciado em 2016. Tem como momentos marcantes a viagem a África do Sul, em 2011, numa caravana presidencial e posteriormente uma outra à República da Namíbia. A cobertura da pré e da campanha eleitorais de 2017, e a construção da Barragem Hidroelétrica de Laúca são também apontadas como memoráveis.

 

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