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João Lourenço quer avaliadas as participações do Estado em bancos

Um grupo de trabalho coordenado pelo ministro das Finanças tem até meados de Fevereiro para definir uma metodologia de reestruturação dos bancos públicos e avaliar as participações Estado angolano em bancos nacionais ou estrangeiros.

POR: Luís Faria

Um grupo de trabalho, criado por despacho Presidencial do final de Dezembro, e coordenado pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, vai proceder à avaliação do sistema bancário nacional público. Vai também avaliar as participações detidas pelo Estado, empresas públicas ou empresas de domínio público em bancos nacionais e estrangeiros. De acordo com o diploma Presidencial o grupo de trabalho tem como principal missão realizar um diagnóstico de avaliação dos bancos públicos e definir uma metodologia para a sua restruturação. Os resultados do trabalho a efectuar terão de ser apresentados ao Presidente da República no prazo máximo de 45 dias a partir da data de publicação do despacho Presidencial, ou seja, até meados de Fevereiro.

O despacho, após lembrar que o Programa Intercalar do Executivo, aprovado a 27 de Outubro, estabelece como uma das principais acções a implementar ’o fortalecimento do sistema financeiro’ e que, neste âmbito, coloca-se a ‘necessidade de elaborar um diagnóstico de avaliação, bem como definir uma metodologia para a reestruturação das Instituições Financeiras Bancárias Públicas’, motivo que leva o Presidente da República a determinar a criação do referido grupo de trabalho. Para além do ministro das Finanças, com funções de coordenação, o grupo criado integra ainda o secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República, a secretária de Estado para as Finanças e o Tesouro e o secretário Executivo do Conselho Nacional de Estabilidade Financeira (CNEF).

Podem ainda vir a participar nas sessões do grupo de trabalho, caso o seu coordenador entenda necessário, o presidente do conselho de administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), o presidente da comissão executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), o presidente do conselho de administração da Recredit, bem como os presidentes dos conselhos de administração dos bancos públicos, BDA, BPC e BCI. Recorde-se que a Recredit, após ter acertado com o BPC a compra de crédito malparado, já informou que pretende alargar esta operação ao BCI e a bancos comerciais, como é o caso do Banco Keve e do BNI.

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