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Exportação de madeira rende mais de USD 21 milhões em 2017

Vietname, China, Portugal, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos da América são alguns países para os quais a madeira nacional é exportada. No total foram 34 países.

POR: Miguel Kitari

A madeira de Angola continua a ser exportada, mas não há riscos quanto a devastação das florestas nacionais, pois a capacidade de exploração ainda está abaixo do permitido. Numa conferência imprensa conjunta (Ministério da Agricultura e Florestas, do Comércio e da Indústria), os seus responsáveis avançaram dados actualizados sobre o processo da indústria madeireira no país. Na ocasião, o secretário de Estado do Comércio, Amadeu Nunes, fez saber que foram exportadas para o Vietnam 34,479.0 toneladas de madeira, 13,558.8 para China, 5,505.7 para Portugal, 1,867.4 para a Turquia. Para os Emirados Árabes Unidos foram exportadas 766.7 toneladas de madeira, Libano 417.0, 342.0 para a Itália, 36.7 para a Suíça. Estado Unidos 88.5, Índia 324.7 e Alemanha 197.6 mil toneladas.

Num total de 34 países, foram exportadas 60 mil toneladas de madeira nacional que chegou a todos os continentes. Em 2017, as exportações renderam ao país USD 21 milhões e 300 mil. Em 2016, oito países destacaram- se no processo de exportação da madeira angolana. São os casos da China com 107,649.3 toneladas, Vietnam com 35,284.2 toneladas, e Portugal com 26,166.7. Seguem-se a Turquia com 24,458.5 toneladas, Emirados Árabes Unidos 8,143.3, 4,609.4 para os Estados Unidos da América, 2,085.7 para o Líbano, e 7,726.3 para Índia.

Exploração rende mais de Kz mil milhões ao Estado

Dados provisórios apontam que no exercício da campanha florestal 2017 o país arrecadou Kz (1.522.866.018) mil milhões, quinhentos e dois milhões, oitocentos e sessenta e seis mil e dezoito, resultante do processo de emissão de licenças, taxas, emolumentos e multas diversas. A informação foi avançada pelo secretário de Estado da Agricultura para as Florestas, André Moda. Quanto aos prejuízos resultantes da exploração ilegal, André Moda não quantificou, preferindo falar em perdas no processo de exploração desde o corte até ao processo de transformação da madeira.

O responsável fala em 69% de desperdícios. Por outro lado, avança que “os níveis médios no corte de madeira estão nos limites aceitáveis. Os volumes de madeira abatida em média, nos últimos 3/5 anos rondam os 200 mil metros cúbicos, representando cerca de 40% da capacidade anual de corte possível”, avançou, o governante. Lembra que, no âmbito da estratégia de diversificação económica, a madeira foi catalogada como um produto estratégico e espera-se que que o seu aproveitamento racional venha a contribuir significativamente neste processo, à semelhança da contribuição da exploração de diamantes, rochas ornamentais, petróleo e outros recursos naturais. No entanto, o secretário de Estado revela que a campanha florestal 2017 foi assolada por diversas situações que criaram constrangimentos ao processo normal de corte, transportação e fiscalização da madeira e que aliada ao anterior quadro legal de exploração.

Referiu também que, fruto da crise que o país “viveu”, muitos agentes económicos migraram para o sector madeireiro em busca de novas oportunidades de negócios. “A título de exemplo, nas províncias do Cuando Cubango e do Moxico foram registados, respectivamente, 300 e 2 250 pedidos de licenças de exploração florestal, tendo sido autorizados 65 para o Cuando Cubango, e 69 para o Moxico”, avançou. Dados do Ministério da Agricultura e Florestas indicam que Angola possui uma capacidade de corte de 500 mil metros cúbicos de madeira, anualmente, sem que este volume coloque em risco a sustentabilidade da floresta. “Há um incremento natural derivado da capacidade de autorrenovação estimando em 0,11m3 por ano nos diferentes ecossistemas florestais do país, o que perfaz um crescimento global da floresta de 7.590.000m3/ano”, explicou André Moda.

60 Mil toneladas de madeira foram exportadas por Angola em 2017.

110 Milhões de dólares é o valor investido até agora na indústria da madeira, em Luanda e Benguela.

90% Das empresas licenciadas pelo Ministério da Indústria estão localizadas em Luanda. No total , são 84 empresas.

34 Países foram os destinos das exportações de madeira nacional.

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