nova administração do fundo soberano empossada no Palácio Presidencial

no âmbito do combate à corrupção, o procurador-geral da República, Hélder Fernando Pitta Gróz, informou que os membros do Executivo efectivos e os recentemente empossados já entregaram à ProcuradoriaGeral da República (PGR) as suas declarações de bens, incluindo o Presidente da República, João Lourenço, e o vice-presidente Bornito de Sousa

Por: Neusa Filipe

O Presidente da República, João Lourenço, conferiu ontem posse, no Palácio Presidencial, aos novos membros recentemente nomeados para assumir a presidência do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola.

A nova presidência do Conselho da Administração do Fundo Soberano empossada, ontem, é composta por Carlos Alberto Lopes, como novo presidente, e quatro novos administradores executivos, nomeadamente, Laura Alcântara Monteiro, Miguel Damião Gago, Pedro Sebastião Teta e Valentina de Sousa Matias Filipe.

Na cerimónia, foram também empossados os novos administradores não executivos da Sonangol – EP, designadamente Marcolino José Carlos Moco e Lopo Fortunato Ferreira do Nascimento. Na ocasião, o Presidente da República, João Lourenço, disse que vai contar com a experiência destas duas figuras da política angolana para a nova gestão da Sonangol.

“Numa só cerimónia conseguimos juntar nesta sala figuras que, com o seu trabalho e com o seu saber, vão contribuir para fazermos aquilo que temos procurado fazer, que é mudar a imagem de Angola, em primeiro lugar perante os próprios angolanos, mas também perante a comunidade internacional”, disse o Presidente da República.

Considerou que duas figuras de destaque da vida política angolana, Marcolino Moco e Lopo do Nascimento, nos 42 anos de existência da história de Angola Independente, trabalharam nas mais árduas funções no aparelho do Estado, sendo por essa razão uma referência da sociedade angolana.

“Não pretendemos desperdiçar a experiência que têm para continuarem a servir o país em outras áreas fora da política, como é o caso da Sonangol, uma empresa que representa uma indústria estratégica para a economia do nosso país”, avançou João Lourenço. Por seu turno, o empossado Marcolino José Carlos Moco disse congratular-se com a nova abertura política implementada pelo Presidente da República, João Lourenço, tendo considerado enriquecedora a sua iniciativa, no que respeita ao melhoramento do que se pretende atingir ao longo do tempo.

“Congratulo-me com a montagem de uma nova era, tudo será definido de forma a melhorar as coisas com esse espirito de abertura, sobretudo com a imprensa e com esse espírito de aproveitamento dos mais velhos, refirome ao meu regresso e do Lopo do Nascimento para esse tipo de funções”, disse, Marcolino Moco. Relativamente aos seus próximos desafios para o cargo a que foi nomeado, Marcolino Moco referiu que o seu papel será fundamentalmente de conselheiro, garantindo que vai continuar a ser um homem de profissão liberal, interessado nas reflexões das políticas institucionais.

“Espero continuar a ser um homem muito interessado nas reflexões das políticas institucionais que é o que eu gosto de fazer, pensar o país e pensar até a África, tendo em conta a experiência que carrego como governante angolano e como diplomata a nível internacional, mas dentro da Sonangol a função será essa, de conselheiro, que é isso mesmo que o Presidente da República, de forma indirecta, referiu”, disse, avançando que a sua primeira preocupação dentro da empresa será procurar saber o motivo da crise de combustíveis que se vive no país. Ainda no quadro das nomeações, tomou posse para o cargo de consultor do Presidente da República, José Manuel Mena Abrantes.

Declaração de bens dos membros do Executivo já na PGR

O procurador-geral da República, Hélder Fernando Pitta Gróz, informou, em declarações à imprensa, que os membros do Executivo
efectivos e os recentemente empossados já entregaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) as suas declarações de bens, incluindo o Presidente da República, João Lourenço, e o vice-presidente da República, Bornito de Sousa.

A informação foi avançada pelo procurador-geral da República após a cerimónia de tomada de posse dos novos membros da presidência do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola e dos novos administradores não executivos da Sonangol – EP, ocorrida ontem no Palácio Presidencial da Cidade Alta.

O procurador referiu, na ocasião, que a PGR tem tomado uma atitude educativa, alertando tanto os membros efectivos como os que recentemente ingressaram a fim de entregarem as suas declarações. “Todos devem entregar as suas declarações de bens, incluindo o Presidente da República e, tanto ele como o vice-presidente da República, todos eles já entregaram as suas declarações, portanto, tinham que dar exemplo, não fazia sentido serem eles a não entregar, foram os primeiros a fazer a entrega das suas declarações de bens”, disse, o procurador.

A Procuradoria-Geral da República de Angola alerta que todos os membros do Executivo recémnomeados, os deputados e demais entidades sujeitas devem declarar o seu património, como é exigido por lei. Devem ser declarados à PGR todos os rendimentos, títulos, acções ou qualquer outra espécie de bens e valores, localizados no país ou no estrangeiro, no âmbito do combate à corrupção.