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Polícias e ‘terroristas’ mortos em operação contra rebeldes na Venezuela

Dois polícias e um número não revelado de “terroristas” morreram numa operação destinada a capturar o ex-polícia venezuelano, Óscar Pérez, que em 2017 atacou edifícios governamentais a partir de um helicóptero, informou o governo esta Segunda-feira (15)

“Esses terroristas, fortemente equipados com armamento de alto calibre, abriram fogo contra os funcionários encarregados da sua captura (…) com o lamentável balanço de dois funcionários da Polícia Nacional Bolivariana mortos e cinco gravemente feridos”, expressou o comunicado do Ministério do Interior e Justiça. Não se sabe se Pérez consta entre os mortos e feridos nesse tiroteio que começou na madrugada desta Segunda-feira. O presidente Nicolás Maduro revelou que Pérez planeava atacar com explosivos a embaixada de um país que não citou.

“Apuramos que tinham preparado um carro-bomba para explodir diante da embaixada de um país querido que tem a sua representação aqui”, declarou o presidente. Maduro disse ainda que o “confronto armado” ocorreu após as autoridades concederem aos rebeldes “todas as condições para a sua rendição”.

“Os grupos de comando tiveram que agir, alguns terroristas caíram e outros foram captura-dos. Há mais de cinco detidos que estão a falar, a contar todos os planos terroristas que tinham”. Segundo o comunicado oficial, os polícias “foram deslealmente atacados pelos violentos quando estavam a negociar as condições para a sua entrega e protecção”. Pérez, que em 27 de Junho atacou edifício do governo a partir de um helicóptero, foi ferido e encurralado por forças especiais no seu esconderijo nos arredores de Caracas.

O ex-funcionário divulgou vídeos na sua conta de Instagram para publicar em tempo real o tiroteio. “Estão a disparar contra nós com lança-granadas e atiradores de elite. Dissemos que íamos nos entregar e não querem deixar que nos entreguemos, querem nos matar”, expressou Pérez num vídeo em que aparece com o rosto ensanguentado e em companhia de outros homens armados.

Mais cedo, Diosdado Cabello, com forte influência nos organismos de segurança e nas Forças Armadas do país, confirmou a operação. “O terrorista Óscar Pérez atacou aqueles que o cercam, ferindo dois funcionários da FAES (Força de Acções Especiais da Polícia), os corpos de segurança responderam ao fogo”, escreveu.

O piloto e actor amador, de 36 anos, afirmou que foram cercados numa estrada de El Junquito, a 25 quilómetros a noroeste de Caracas. Jornalistas da AFP que tentavam chegar ao local, cujo acesso foi bloqueado pelas autoridades, viram passar um tanque do Exército, grupos de comandos especiais e ambulâncias.

O piloto tem publicado vários vídeos nos quais diz lutar contra a “narcoditadura” e “tirania” na Venezuela, e é acusado de “ataque terrorista” pelo governo, e tem ordem de captura na Interpol. Em Dezembro, atribuíram a ele a autoria da “Operação Gênesis”, que acabou na invasão à uma base militar em Laguneta de La Montaña, povoado do estado de Miranda (norte), onde foram roubados 26 armas Kalashnikov e três pistolas.

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