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Moradores do Tomba consomem água imprópria

Localizado nas proximidades do centro da sede municipal, em Benguela, o bairro Tomba não foi contemplado com um sistema de fornecimento de água canalizada, daí que cidadãos locais ingerem água salobra, expondo a sua saúde a riscos fatais

Por: Zuleide de Carvalho

Perto de três mil cidadãos residem no bairro do Tomba onde, apesar de terem sido instalados dois fontenários, veem-se obrigados a consumir água salobra. O líquido desagradável ao paladar e impróprio para o consumo provém dos supracitados fontenários.

A equipa de reportagem do OPAÍS constactou que a inges-Bonitão daquela água causa-lhes severas doenças diarreicas e dores no estômago, mas como a alternativa fica distante, sujeitam-se mesmo assim. A pé fazem longo percurso, à busca de água potável, até ao rio Cavaco. Parte dos habitantes são idosos e outros portadores de deficiência, e caminhar 10Km, em busca de água, torna-se exaustivo além de doloroso.

Um jovem residente no bairro, avançou que a água que diariamente recolhem nos dois chafarizes locais, serve apenas pa-ra “lavar a loiça e a roupa, mas não se aconselha para o consumo próprio (beber e cozinhar)”. O que falta a distribuir de água potável Do epicentro do município sede da província de Benguela ao bairro Tomba, que se situa na zona A, são cerca de 10Km de distância, conforme informou o administrador comunal da área, Domingos Jeke.

Todavia, esse pequeno intervalo que separa esta região periférica da metrópole ainda não foi abrangido pelos serviços públicos de abastecimento e distribuição de água potável para garantir o bem-estar daquela comunidade. Numa entrevista concedida ao nosso jornal, em princípios do ano passado, Jaime Alberto, presidente do Conselho de Administração da Empresa de Águas e Saneamento de Benguela, informou que têm a cobertura de 100% do casco urbano no fornecimento de água no município sede.

Quanto às zonas periféricas emergentes, há algumas localidades que foram contempladas com água potável canalizada. Dando esperanças às comunidades lesadas, o responsável realçou que existe um plano destinado a fornecer água à essas zonas, que está na 3ª etapa complementar e aguarda enquadramento financeiro

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