ONU considera complexa operação na RDC

As forças da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) estão a operar num ambiente “perigoso e complexo”, que exige uma reavaliação da estratégia, para melhor responder aos desafios impostos pelas forças negativas

A declaração foi feita no Sábado,27, em Addis- Abeba(Etiópia), pelo Secretário-Geral Adjunto das Operações de Manutenção da Paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, que sublinhou a necessidade de se entender melhor o novo cenário de operações, para vencer as forças rebeldes. A MONUSCO, substituiu, a 1 de Julho de 2010, a Missão da Organização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC), em conformidade com a Resolução 1925 do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 28 de Maio de 2010.

A nova missão está autorizada a usar todos os meios necessários para cumprir o mandato, em particular garantir a protecção de civis, pessoal humanitário e de direitos humanos sob ameaça de violência física iminente, além de apoiar o Governo da RDC nos seus esforços de estabilização e consolidação da paz. Em Dezembro de 2017, 14 Capacetes Azuis morreram na RDC, durante um ataque atribuído aos rebeldes ugandeses muçulmanos das Allied Democratic Forces.

O ataque, ocorrido na base da ONU em Semuliki, na conturbada província de Kivu do Norte, vitimou igualmente pelo menos cinco soldados da RDC. Dados apontam que terá sido o ataque mais mortífero contra uma força da ONU nos últimos 24 anos. Jean-Pierre Lacroix, que falava à imprensa, à margem de um encontro entre o Secretário-geral da ONU, António Guterres, e o ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, disse que têm na República Centro Africana e na RDC forças da ONU “com mandatos robustos”.

Entretanto, considerou importante que essas forças de manutenção de paz tenham capacidade para implementar o mandato. Para tal, julga ser fundamental a adopção de medidas para melhorar o “adestramento das tropas”, numa acção conjunta com os parceiros. “Tem uma série de medidas que a gente quer tomar, mas isso passa por um esforço colectivo com os países que apoiam e têm tropas na MONUSCO”, exprimiu.

“Primeiro temos que identificar o que precisamos para reforçar a MONUSCO. Tem certas coisas que podemos fazer imediatamente, para respeitar melhor as nossas regras. Mas precisamos de identificar o equipamento e outros recursos e ver se precisamos de recursos adicionais”, comentou.