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Editorial: Cabeças de pau

Tinha que dar nisso, andava tudo desenfreado, era obrigatório parar. O negócio da madeira, contando com a “inevitável” corrupção e também com a crónica falta de meios da fiscalização, juntando-lhes ainda como ingredientes os interesses de dirigentes e de filhos de dirigentes deste país, tornou- se, em poucos anos, numa das mais descaradas e impúdicas actividades.

De repente, instalou-se o vale tudo por mais um punhado de dólares, e que se desembrulhassem como pudessem o país, as gerações futuras e o ambiente. Uma actividade económica que poderia ser boa, com potencial para trazer divisas ao país de modo a alavancar outras indústrias e criar mais e mais empregos, teve de ser suspensa pelo Governo, tal era a anarquia.

Definitivamente, os que se dizem empresários neste país precisam de arranjar outra designação. Mas, resta-nos o consolo de o Ministério da Agricultura e Floresta ter agido sem vacilar. Agora há que reorganizar tudo e fazer da madeira um importante sector da nossa economia.

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