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Funcionários da Angozara detidos por falsificação de data de expiração

Dois funcionários de uma empresa de importação e exportação de produtos alimentícios, Angozara, localizada em Viana, foram apresentados pelo Serviço de Investigação Criminal, ontem, como suspeitos de falsificarem data de validade dos produtos.

POR: Romão Brandão

Os cidadãos, um de nacionalidade angolana e, outro indiana, foram encontrados em flagrante com carimbos, tinteiros e máquinas de adulteração da data de expiração dos produtos. São produtos já vencidos que adulteram a data, prolongando mais um ano de validade, e os vendiam aos mais variados supermercados e cantinas na cidade capital.

O cidadão de nacionalidade indiana, Shabir Allan, diante da imprensa, negou a acusação de falsificação de datas, embora reconheça que os produtos estavam expirados. Disse não ter implicação directa na falsificação, e que era trabalho dos responsáveis da empresa, mas sabe que todos os produtos da loja estão expirados ou prestes a expirar.

A Polícia tem a informação de que aqueles funcionários faziam o trabalho de alteração das datas a partir das 17 horas de cada exercício económico, e o grupo é composto por angolanos e indianos. Shabir foi preso em flagrante e a detenção de Eduardo Paulino apenas aconteceu porque encontram-lhe nos bolsos os carimbos todos. Eduardo Paulino, supervisor, também negou ter participado na adulteração, trabalha na referida empresa há dois meses, não sabia da existência dos carimbos e para que fim eram usados. Da mesma forma reagiu quando lhe perguntaram se sabia que a empresa vendia produtos expirados.

Diz estar inocente de tudo, não sabe explicar e diz que a pessoa indicada seria o director da empresa. A nossa equipa deslocou-se à empresa em causa, Angozara, com sede em Viana e o director administrativo, Jeremias Dias, disse desconhecer a existência de tais máquinas, pelo que não adiantou muitos detalhes, também “para não prejudicar a investigação”. Entretanto, sabe-se que existem máquinas de retirar e colocar datas e para além de produtos alimentares, procediam da mesma maneira com os detergentes e inseticidas. Diante desta situação, a Polícia encaminhou os dois cidadãos ao Tribunal Municipal de Viana para julgamento sumário, a acontecer hoje.

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