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lore de Ambaca e Cuanza Sul em destaque no Palácio de Ferro em Luanda

Sonoridades, ritmos e danças do antigo Reino do Kongo, marcarão o espectáculo, uma iniciativa da Dumay Missete Produções em parceria com a Fundação Sindika Dokolo

Por: Augusto Nunes

Os grupos folclóricos Kieto Uva, Dilangues do município de Ambaca, província do Cuanza Norte e Kumby Ly Xya, do Cuanza Sul, actuarão esta Sexta-feira,9, às 19 horas e 30 minutos, no hall do Palácio de Ferro, em Luanda, informou a organização.

O show com a duração de 4 horas é uma sequência do recém-realizado Festival de Música Ancestral Bantu (MUANBA 2017), pela Fundação Sindika Dokolo, sob coordenação de Jorge Mulumba.

Formações

“Kuimba Ni Kukina” em Kimbundu, que em português significa “Cantar e Dançar”, será o primeiro grupo a abrir o espectáculo. Trata-se de uma formação, cujas acções concentram-se na dinamização e na valorização da música e da dança ancestral dos diferentes grupos étnicos do país.

Alinhado no mesmo diapasão, está o Kieto Uva, grupo que surgiu na primeira fase do “Kuimba Ni Kukina”. Esta formação artística, tem também as suas acções concentradas na valorização da música ancestral, sobretudo da região Kimbundu, tendo como fonte de inspiração a província de Malanje.

O grupo, cujas canções baseiam- se nas sátiras deixadas pelos seus ancestrais, é composto por seis elementos, narra aspectos do quotidiano, e foi fundado pelo pesquisador e produtor Dumay Missete.

Já o Dilangues de Ambaca, que participou no Festival Muanba 2017, não foge a regra e com um reportório diversificado que dispensa apresentações, promete tudo fazer para levar o público ao delírio neste espectáculo. O grupo conta com quatro obras, nomeadamente “Kassanje Kanzenza” (2003), “Ndalatandu Cidade Jardim” (2009),“Mwembu Dieto” (2012) e “Homenagem ao Defunto Cacusso” (2015).

Canções como “Venâncio”, “Homenagem ao Defunto Cacusso”, “Mwembu Dieto” são consideradas cartões-de-visita desta formação. Já Kumby Ly Xya, grupo proveniente do Cuanza Sul, foi criado no município da Quibala por cinco jovens começaram a enaltecer os seus costumes.

A formação tem explorado o género “Xirimina”, do qual resultaram os álbuns “Viva a Paz” e “Xinga Wanga” de 2008 e 2011.

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