Deputada defende gestão parcimoniosa da verba destinada à educação

A deputada do Grupo Parlamentar da UNITA, Amélia Judith Ernesto, defendeu a necessidade de uma gestão parcimoniosa da verba alocada à Educação, para corresponder às prementes necessidades deste sector.

POR: Maria Custódia

A ideia foi defendida no encontro que um grupo de deputados da bancada parlamentar da UNITA manteve esta Segunda-feira,12, com o director provincial da Educação de Luanda, André Soma. Em declarações à imprensa, no final do encontro, a deputada acrescentou que com mais verbas e melhor gestão, o Governo poderá construir mais escolas para integrar o maior número possível de alunos. Entretanto, Amélia Judith Ernesto manifestou-se preocupada com o elevado número de alunos numa única sala, contrariando o que os padrões internacionais exigem em termos de reforma curricular.

Por outro lado, a deputada enalteceu a iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, que anunciou o aumento de mais verbas para os sectores da Saúde e da Educação neste OGE, que no dia 14 e Fevereiro vai à aprovação final, cujas verbas devem ser bem geridas para o bem de todos. Segundo Amélia Judith Ernesto, “O país tem de se habituar a planificar para as necessidades reais e deixar de viver sob pressão”, afirmou, insistindo que este sector é um dos que enfrenta inúmeras dificuldades.

A parlamentar declarou que a visita à Direcção Provincial da Educação de Luanda serviu para interagir com os responsáveis que dirigem este sector nesta complexa província, que é também a capital do país, onde está concentrada a maior população estudantil. Esta visita de constatação, segundo a deputada, poderá ajudar a fazer alguma “advocacia” em sede do parlamento sobre o actual quadro que o ramo da Educação atravessa, em todo o país.

Soma satisfeito

Por sua vez, o director provincial da Educação, André Soma, demonstrou-se satisfeito com a visita dos deputados da Assembleia Nacional, que, na qualidade dos representantes do povo, constataram a realidade da Educação em Luanda, para, em conjunto, encontrarem possíveis soluções. Acrescentou que com a autorização do Presidente da República, João Lourenço, para a abertura do concurso público extraordinário, este ramo vai admitir mais de quatro mil professores. Para além de admissão de novos professores, André Soma disse que Luanda vai ganhar mais salas de aulas, com a reabertura da Escola Mutu-yá-Kevela, e o Complexo Escolar da Vila Pacífica, na comuna do Zango, em Viana.