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Malanje terá o maior entreposto frigorífico do país

Até Dezembro do ano em curso, Malanje vai contar com um Entreposto Frigorífico com capacidade para conservar 20 mil de toneladas de produtos perecíveis. Orçado em 22 milhões de Euros, será o maior do país. Aser construído numa área de 20 mil metros quadrados, contará com 14 câmaras frigoríficas e vai garantir 100 postos de trabalho directos

Por: Miguel José, em Malanje

A ministra das Pescas e do Mar, Victória de Barros Neto, procedeu ontem, na localidade de Kulamuxito, no município de Malanje, ao lançamento da primeira pedra para a construção do Entreposto Frigorífico, grossista, com capacidade de armazenar 20 mil toneladas de produtos perecíveis, com o propósito de melhorar a cadeia produtiva e alimentar de pescado na região.

A ministra disse, na ocasião, que a ideia da construção do complexo de frio consiste em regular a rede de comercialização do pescado, e não só, dentro de uma cadeia produtiva que irá articular o processo de distribuição entre produtores, agentes grossistas e retalhistas, até chegar à mesa do consumidor final em óptimas condições higio-sanitárias.

O Entreposto vai facilitar o acondicionamento e embalagem da produção dos piscicultores locais e, se calhar, de outros da região, no sentido de os escoar para outros mercados do país. “Com isso, podemos reduzir a importação do pescado e servir igualmente de mecanismo para elevar a produção de peixe e estimular a sua exportação”, alvitrou.

Por seu turno, o vice-governador para o Sector Político, Social e Económico, Domingos Eduardo, afirmou que o entreposto beneficiará também o sector agrícola e, sublinhou, também a disponibilidade do Governo provincial em estabelecer parcerias com empresários que queiram efectivamente juntar-se aos esforços de diversificação económica e substituição das importações, em prol da autossuficiência alimentar. “Esperamos que o empreiteiro cumpra os prazos estabelecidos para a conclusão do empreendimento”, apelou.

Dinamização da Pesca Continental

Segundo o director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Carlos Chipoia, a pesca artesanal continental, na província de Malanje, está constituída por 33 cooperativas, com um universo de cerca de 1500 pescadores, dos quais mais de 400 são mulheres que jogam o principal papel de processadoras e comercializaçáo do pescado. Entretabto, durante o ano 2017 foram capturados 125.864 Kg de pescado diverso entre: Tilápia, Bagre, Malele, Robalo, Caqueia, Sardinha, Mútica, Sonzo. E no quadro do fomento de aquicultura, foi entregue à província uma mini-fábrica de ração, com capacidade para produzir 400 kg = 16 sacos/dia, que actualmente é a preocupação do Governo da Província para que a mesma entre em funcionamento o mais rapidamente possível.

Ainda na agenda da visita da ministra em terras da Palanca Negra Gigante, 10 cooperativas de pescadores, afectos à Unidade de Demonstração de Técnica de Piscicultura do Pólo Agro-industrial de Capanda (PAC), receberam, Quinta-feira, um estojo de artefactos de pesca, composto por pequenas embarcações, redes, anzóis e equipamentos de segurança, iniciativa enquadrada no âmbito da dinamização da pesca continental.

Porém, Victória de Barros Neto fez saber que a acção visa reduzir os riscos a
que estão expostos os pescadores durante o exercício das suas actividades, bem como elevar a produção e combater o uso de redes inapropriadas na captura de pescado. Ora, ao longo do PAC estão envolvidas 182 comunidades, que abrangem os municípios de Cacuso, Malanje e Kangandala e são indicativos da evolução para a piscicultura empresarial.

Actualmente, a unidade dispõe de 80 tanques rectos para a prática de piscicultura com uma povoação total de 200 mil alevinos, sendo a produção mensal de 40 toneladas de tilápia/mês, das 120 que se pretende. A Unidade de Demonstração de Técnica de Piscicultura é parte integrante da Unidade Educacional Agrícola do Pólo Agro-industrial de Capanda (PAC), voltada para a diversificação da economia, através do ensaio e validação de variedades animais e vegetais, e fomento da piscicultura familiar nas comunidades rurais, com vista à criação de renda familiar.

No prosseguimento da sua jornada de trabalho, manteve um encontro de auscultação com os piscicultores e visitou a Estação Experimental de Aquicultura de Kamibafo, as cooperativas de piscicultores do bairro da Kizanga e do sector de Kissol, nos arredores da cidade de Malanje.

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