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Carta do leitor: Penso que já é hora de revermos a questão dos heróis nacionais…

Caro director, gostaria de trazer à tona o que aconteceu há 16 anos atrás. Aos 22 de Fevereiro de 2002 morria em combate, Jonas Malheiro Savimbi, na província do Moxico, em Muangai, onde fundara a UNITA aos 13 de Março de 1966. Confesso que antes de ter lido a 4ª edição do livro de Emídio Fernando intitulado “Jonas Savimbi: No lado errado da história” só sabia que é o fundador da UNITA e um dos grandes responsáveis pela desgraça de Angola.

POR: Roberto Bento
Luanda

Sem saber muito sobre Ele, julguei ser um diabo e responsável até de minha forçada migração para Luanda em 1998. É bíblico, conhecerás a verdade e a verdade te libertará. A verdade sempre virá à tona. Sinto-me ligeiramente liberto da escuridão em que me encontrava porque hoje compreendo um pouquinho o que aconteceu em Angola antes, durante e depois da proclamação da independência. Só o desejo de ser independente é a única coisa que os unia, tudo resto era diferente, desde as suas origens, percurso académico, classe social e convicções pessoais. É possível diante dessa realidade ter coesão ideológica? Afirmativamente, respondo que não. Por isso, penso que até certo ponto pode-se ponderar as escolhas assim como o que cada um fez para salvaguardar seu poder. Todos sabemos que os heróis são heróis para uns e monstros para outros. Aos 17 de Setembro comemora- se o dia do herói nacional. Neto por muitos afectados pelo 27 de Maio de 1977 é lembra opaís do como um monstro. Será mesmo Jonas Malheiro Savimbi um monstro? Cabe a cada um de nós responder. O que quero enquanto angolano e apologista de uma história inclusiva em que seja reconhecido o contributo de todos é que seja revista a questão do dia do herói nacional pelas autoridades competentes. Penso que já é hora de incluir Jonas Malheiro Savimbi na lista dos heróis nacionais porque não podemos negar que os destinos do país não estiveram ligados também a Ele. Contudo, faço a minha homenagem a aquele que de facto foi um patriota.

  • Jobcel Guengo

    A nota explicativa acima exposta por Roberto Bento, é fruto de uma investigação independente dada à sede intelectual que caracteriza mais da metade da população angolana, nesta ordem de ideias, é enorme o obscurantismo intelectual fruto das ideologias pecaminosas que corroem a sã convivência, portanto sou a favor de que urge um novo paradigma alicerçada na independência intelectual para que haja mais incremento na produção literária nacional, quase que não há, e do pouco que sobrevive é movido por crenças ideológicas que obriga até o próprio investigador à uma singela limitação, pondo-lhe assim ao que chamamos de caverna de platão.

    JOB GUENGO.

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