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“Monólogos da Vagina” regressa à ribalta sete anos depois no mês da mulher

Depois de ter sido exibida pela primeira vez no país em 2011 em Luanda, a peça “monólogo da vagina”, original da norteamericana Eve Ensler, regressa aos palcos angolanos uma vez mais sob encenação do angolano miguel Hurst, no mês consagrado às mulheres

Por: Jorge Fernandes

Cinco actrizes sobem ao palco da Casa das Artes em Talatona, designadamente, Sophia Buco, Érica Chissapa, Tânia Burity, Yolanda Viegas, Edusa Chindicasse e Nael Branco, e darão corpo ao enredo que fica em cena durante cinco dias consecutivos a partir de 14 de Março, com apenas uma sessão dia, pelas 20 horas.

A referida peça é um manifesto em prol da defesa do género e está inserida num movimento de activismo global, que pretende enfrentar a violência contra as mulheres. Trata-se de uma visão de esperança com um único objectivo. O mesmo tem a ver com a criação de um mundo onde as mulheres vivam de forma segura, livre e igualitária.

Desse modo, as actrizes levarão o público a viajar por um universo muitas vezes renegado a um segundo plano, outras vezes desprezado, no entanto vital para continuidade da existência humana. Sophia Buco uma das integrantes do elenco considera a obra muito mais do que uma peça teatral, abraçou a causa por tratar-se de representar situações vivenciadas por muitas mulheres em todo o mundo e Angola não é excepção.

E a violência contra mulher é um fenómeno a que se assiste em todos em os cantos do país, daí ser necessário soltarem-se às vozes contra este mal, que aflige às mulheres quer por maus tratos, estupros, espancamentos entre outros.

historial da peça

O texto de Eve Ensler, tornou-se um Best Seller em 1997 e ganhou o “Obie Awards”, prém io dos críticos de teatro do jornal Village Voice de Nova Yorque. Nele abordam-se temas tais como: a sexualidade humana, a violência doméstica, a educação sexual e o respeito ao sexo feminino.

O espectáculo teatral estreou-se em 1996 e fez grande furor em terras americanas e através Mundo. Até à presente data a peça já foi exibida em mais de 76 países e nalguns deles encontra-se em palco há 15 anos, assim como traduzida em diferentes idiomas.

A peça de Ensler baseou-se em centenas de entrevistas realizadas com mulheres sobre sexualidade e estigmas em torno de estupro, abuso, mutilação genital feminina e escravidão sexual. Tendo um efeito sísmico, ao encorajar as mulheres a falar abertamente sobre seus corpos e sexualidade.

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