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PR defende investimento na investigação científica

O Executivo vai dotar o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação de um mecanismo de financiamento, a ser instituído em breve, para que as instituições e actores singulares se possam candidatar à execução de projectos, acções e actividades de suporte ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, anunciou o Presidente da República, João Lourenço.

O titular do Poder Executivo deslocou- se na manhã de ontem, Segunda- feira, 27, à cidade de Saurimo, província da Lunda Sul, para uma visita de algumas horas, onde orientou a cerimónia de abertura do ano académico 2018. Citado pela Angop, o Chefe de Estado adiantou que a falta de um mecanismo de financiamento tem sido um dos maiores constrangimentos da prática da investigação científica em Angola, onde se verifica uma falta gritante de quadros altamente qualificados e com experiência comprovada.

João Lourenço reconheceu que o que se investe em investigação científica no país está longe do valor mínimo de um por cento do PIB (Produto Interno Bruto), tal como foi recomendado pela UNESCO e adoptado pela SADC. Para o Presidente da República, ainda citado pela agência de notícias, os centros de investigação que existem nas universidades e nos departamentos ministeriais devem agregar valor através dos artigos científicos publicados nas revistas de especialidade, bem como na forma de novos produtos, protótipos, inovações e patentes que surgirem. Informou que o Executivo vai orientar o sector que rege a investigação científica para que, em interacção com outros sectores, trabalhe rapidamente para motivar e atrair os docentes nacionais para a carreira de investigação científica.

Declarou que a investigação científica permite alargar as fronteiras do conhecimento, contribuindo não só para dar resposta as solicitações e necessidades do meio social e económico em que se desenvolve, mas também para garantir a qualidade do ensino. Para João Lourenço, deve haver, em especial a nível do ensino superior, uma forte ligação entre o processo de ensino e aprendizagem e a investigação, e a transferência de tecnologias e a inovação. Lembrou que o Governo criou em 1997, o então Ministério da Ciência e Tecnologia e aprovou, em 2011, a Política Nacional de Ciências e Tecnologia e Inovação. Contou que, como na maioria dos países africanos, também Angola se deparou nos primeiros anos de Independência com inúmeras dificuldades para desenvolver e consolidar as suas instituições do ensino superior e de investigação, devido a factores como a falta de quadros e de políticas claras sobre à importância da investigação científica.

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