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Reino Unido admite intervenção militar na Síria contra uso de armas químicas

Boris johnson disse que o Reino Unido devia ponderar uma intervenção militar contra a Síria se existirem “provas indiscutíveis” sobre o uso de armas químicas pelo governo

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, disse ontem Terça- feira, 27, que o Reino Unido devia “ponderar seriamente” uma intervenção militar contra a Síria se existirem “provas indiscutíveis” sobre o uso de armas químicas pelo Governo. Em declarações à rádio britânica BBC-Radio 4, o diplomata reconheceu que “é muito importante reconhecer que não existe uma solução militar que o Ocidente possa impor agora” no conflito na Síria, mas acrescentou que é preciso responder às acções de Bashar al-Assad.

“Temos de perguntar a nós próprios, enquanto país, e creio que os países ocidentais devem perguntar- se a si próprios, se podemos permitir o uso de armas químicas, se podemos permitir que a utilização de armas ilegais fique sem resposta, que fique impune, e creio que não podemos”, considerou Boris Johnson.

Segundo o político conservador, citado pela agência de notícias espanhola Efe, “se existem provas indiscutíveis sobre a utilização de armas químicas, verificada pela Organização para a Proibição de Armas Químicas, se sabemos que isso aconteceu e se podemos proválo, e se existir uma proposta de acção na qual o Reino Unido poderia ser útil, então sim, creio que devíamos ponderar seriamente”.

Os comentários de Johnson coincidem com o início de cinco horas de tréguas no ataque do regime sírio ao enclave rebelde de Ghouta Oriental, perto de Damasco, uma medida ordenada pela Rússia, aliada das tropas de Al-Assad, para permitir que os civis ‘apanhados’ pelos bombardeamentos possam abandonar a zona. No Sábado, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução para permitir um cessar-fogo de 30 dias, que não foi capaz de travar as hostilidades.

A Rússia anunciou, Segunda-feira, uma trégua humanitária quotidiana, para vigorar das 9 horas às 14 horas, que começou ontem, Terça-feira, 27. Durante a semana passada morreram mais de 500 civis em Ghouta oriental, zona onde os activistas dizem ter sido usadas armas químicas no ataque de Domingo.

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