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Economistas criam Ordem com 300 membros

Um dos principais objectivos da criação da Ordem é regular a actividade dos economistas. O acto de proclamação teve lugar ontem, na ENAD, e foi testemunhando pelo Procurador- Geral da República, Hélder Pita Groz.

POR:Brenda Sambo

Cerca de 300 membros fundadores inscreveram–se na ordem dos Economistas de Angola (OEA), que foi proclamada ontem em Luanda. O coordenador da Direcção da Ordem dos Economistas de Angola (OEA), Fausto de Carvalho Simões, disse que a ordem surge para melhorar a actividade dos economistas e valorizar os profissionais, assim como proteger os seus interesses. “Com a proclamação da ordem dos economistas acabamos de preencher um vazio que existia, uma vez que os profissionais das ciências económicas ainda não tinham uma ordem constituído”, recordou.

A ordem vai congregar todos os profissionais de economia nas mais variadas áreas do conhecimento, designadamente, macroeconomia, microeconomia, finanças, entre outras. O coordenador avançou que, uma das principais prioridades da (OEA) será, contribuir de forma eficaz como parceiro estratégico do Estado, para a resolução das grandes questões de índole económica e também social. Faustino Simões informou que futuramente, a ordem pretende avançar, e tornar – se uma organização que se enquadre nas organizações similares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a nível global.

“Queremos contribuir técnica e cientificamente para a solução fundamentalmente dos problemas económicos e sociais do país ”, salientou. O responsável avançou que, depois dos estatutos aprovados ontem na generalidade, a ordem será, no entanto, submetida ao Ministério da Justiça que fará chegar ao conselho de ministros para a sua publicação no Diário da Republica, para posteriormente caminhar-se para as eleições, onde serão eleitos os corpos sociais. Por sua vez, o economista Alves da Rocha, membro do conselho direcção, cujo mandato é de três meses, refere que “a ordem servirá para defender os interesses dos economistas. Desta forma, os interesses dos economistas serão mais valorizados do que de forma individual”, considera. Referiu que, através desta ordem, os economistas poderão produzir opiniões e perspectivas convergentes que vão contribuir para um pensamento económico útil para o governo e para o país em geral.

Procurador realça a importância dos Economistas

Segundo o Procurador-Geral da República, Hélder Fernando Pitta Groz, que falava no acto de proclamação da OEA, as ordens desempenham actualmente um papel crucial na valorização do exercício das profissões. Segundo o Procurador, mais do que proporcionarem a eficiência na defesa dos interesses comuns, também serve para disciplinar a actividade. Referiu ainda que “a economia é hoje o pilar de estabilidade dos países e regiões e a esperança de muitas nações”, assinalou. Acrescenta que a economia e o direito são, no entanto, duas realidades sociais que se complementam, não só como ciências, mas também no exercício das actividades. “O exercício económico rege-se por normas das actividades jurídicas”, realçou o Procurador, para quem o direito e a economia estão em constante intercâmbio numa relação de dinâmica e interdependente. A cerimónia contou com a presença do Procurador-Geral da República, Hélder Fernando Pitta Groz, da Primeira-Dama da República, Ana Dias de Lourenço, e economistas.

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