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Já uma vez me tinha espantado com o espanto de uma jornalista, ma altura, no Namibe, pelo facto de ter encontrado crianças da segunda e primeira classes a ler. Para aquela jornalista, aquilo era qualquer coisa fora do comum.

POR: José Kaliengue

Nesta Quinta-feira, no programa informativo da TPA de manhã cedo, um jornalista de Malanje espantou-se também pelo facto de crianças da quarta classe já saberem ler e escrever. A minha questão é: estes jornalistas aprenderam a ler com que idades? Sabem, por acaso escrever? Mas isto é reflexo daquilo que é o geral do nosso ensino, da nossa educação. Por outro lado, na Quinta-feira à note, em reposição, vi uma conversa no canal ZAP entre a Patrícia Cardoso e meninas pré-adolescentes, sobre a importância da mesada e outras coisas. Os pais daquelas meninas devem estar muito orgulhosos. Tomara se sessenta por cento dos adultos que eu conheço conseguissem articular tão bem as ideias e expressá-las de forma tão clara e correcta. Talvez a deficiência não esteja toda no nosso ensino, há que haver casa, uma base, livros e conversa em casa. E deixaremos de nos espantar com a coisa mais normal e exigível do mundo, que uma criança que frequente a escola saiba ler. Menino da quarta classe que saiba ler, tem de deixar de ser novidade.

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