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Dissidentes do PR S integram Partido Humanista Democrático

Mais de 20 ex-membros da direcção central do Partido de Renovação Social(PRS) constituem o corpo dos novos dirigentes da comissão instaladora do Partido Humanista Democrático(PHD).

POR:  Ireneu Mujoco

Este jornal apurou de fonte familiarizada com o assunto que dentre os novos partidários deste projecto estão quadros seniores e intermédios a nível central e provincial. A maioria apoiou o candidato e ex-secretário da economia e finanças do PRS, Sapalo António, derrotado por Benedito Daniel no 5º Congresso ordinário do PRS, realizado em Maio do ano passado. Sapalo António, segundo as nossas fontes, é apontado como tendo sido o mentor deste projecto político, apesar de recusar a sua ligação com o PHD, numa recente entrevista aO PAÍS.

Ele disse que foi convidado para integrar este projecto, mas recusou, alegando que mantinha-se fiel à organização que ele próprio ajudou a fundar, o PRS. Comissão instaladora Segundo as fontes deste jornal, fazem parte da comissão instaladora um naipe de membros coordenados por André Casimiro e Silvestre Muacuambi Jacob, respectivamente.Entre os restantes responsáveis que integram os outros departamentos figuram os nomes de Pedrito Cuchiri, Aurélio Natakana Jeremias, André de Castro Mundando, Domingos Tchiculo Tchinguenji e Romeu António Manuel. Fazem ainda parte deste futuro partido, caso passe pelo crivo do Tribunal Constitucional(TC), Pedro Almeida Capumba, Rufino Kissonde e Joaquim Pedro Bembe.

Os referidos membros, atendo às declarações das nossas fontes, dizem que não abandonaram o partido pelo facto de o seu candidato ter sido derrotado, mas por se inconformar com o dirigismo do actual líder, Daniel Benedito. Contra o novo presidente do PRS pendem acusações de dirigir o partido com arrogância, cuja situação está a provocar a fuga massiva de vários quadros das estruturas centrais e provinciais. São os casos dos secretários provinciais do Uíge e de Malange. Nesta última província, o secretário titular Esteves Hilário, e o seu adjunto Rafael Cambalussenga abandonaram o PRS. Na linha de deserção, está também o secretário provincial da Lunda-Norte, António Ribaia, que terá também remetido já a sua carta de desvinculação à direcção do partido.

Novo secretário do PR S minimiza deserções

Numa entrevista concedida recentemente a OPAÍS, Rui Malopa Migue havia reconhecido o momento difícil que o partido está a atravessar, mas garantiu que tal situação não ia abalar as estruturas do partido. Segundo o político, o PRS é um projecto político nacional, e não acabaria com a saída de alguns militantes ou quadros, acrescentando que em democracia os militantes “saem como entram”, mas as estruturas continuam de pé. Disse que a actual direcção está a trabalhar para dar volta à situação, com o recrutamento de novos membros, concluindo que todas as províncias estão em pleno funcionamento e fiéis à nova direcção liderada pelo deputado Benedito Daniel.

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