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Artesã defende maior valorização da arte nacional

A criadora da marca IM, cuja sigla é decifrada do seu próprio nome, Isabel Miguel, defende a necessidade maior da utilização de produtos de arte nacional.

Por ocasião de mais um Dia Internacional da Mulher que amanhã (8) se assinala, a jovem artesã criadora de acessórios de beleza, defendeu em entrevista a este jornal que é possível encontrarem-se ornamentos e acessórios de vestuário, de qualidade. Todavia, advoga uma maior atenção aos produtos artesanais pois os seus criadores, como em qualquer outra arte, também o fazem de corpo, alma, paixão e com a mesma qualidade, quiçá maior em relação a produtos importados e de proveniência desconhecida.

A sua marca, por exemplo, produz assessórios de tecido africano, como bolsas, pulseiras, gravatas, laços, bandoletas, carteiras entre outros produtos para ambos os sexos, devendo ser usado em ocasiões diferentes, embora reconheça que determinadas pessoas prefiram produtos ocidentais. Por isso mesmo, propositadamente sente a necessidade de combinar o pano africano com panos ocidentais combinando um com o outro, ou mesmo a solta, a fim de satisfazer a demanda, apesar de lamentar determinadas escolhas, pois para ela a arte africana está aos pés de qualquer outro produto. “Estamos a lutar para cada vez mais internacionalizar as nossas marcas, só que nesse momento tem sido difícil porque não há divisas para importar os produtos.

Ainda assim, a nossa alternativa tem sido trabalhar com material reciclado, cuja finalidade é a mesma”. Por outro lado, reconhece que também na dificuldade está o ganho. Daí que, tendo em conta o momento de recessão económica que o país está a atravessar há toda a necessidade de serem esgrimidos o potencial dos artesãos nacionais que ainda são pouco reconhecidos no seu entender.

Divulgação

Uma das suas maiores preocupações prende-se com a necessidade de uma maior divulgação dos produtos nacionais, pois muita gente o requer a partir de fora enquanto cá dentro existem. Daí ser necessário essa propagação não só para nacionais como para estrangeiros que prefiram produtos originais. A interlocutora contou que alguns passos estão a ser dados para cumprir com este desiderato, pois por via dos seus trabalhos tem sido possível apresentar alguns modelos em concursos de beleza masculinos e femininos, a participação em programas televisivos, entre outros.

A artesã

Isabel Miguel ganhou paixão pela arte em tenra idade concretamente aos 6 anos de idade. Todavia, tornou-se profissional há sensivelmente 10 anos. Tem procurado empreender e apresentar a sua marca em todos os cantos do país e além-fronteiras. Até à presente data participou da VII edição da Bienal dos Jovens Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu nas cidades de Maputo e Matola (Moçambique), em 2015, sob o signo “Juventude e cultura reforçando os laços de amizade”.

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