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Mais de 50 mil jovens serão formados este ano pelo INEFOP

A aposta na formação técnico-profissional dos jovens angolanos é, para o ministro do Estado para o Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, umas das políticas do Estado no âmbito do fomento dos programas de auto emprego e na melhoria das condições de vida de muitos cidadãos

POR: João Katombela
na Huíla

Cinquenta e cinco mil cidadãos serão formados este ano nos diversos centros de formação profissional coordenados pelo Instituto Nacional de Formação Profissional (INEFOP), segundo o ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior. O governante fez esta revelação, na Quarta-feira, na Huíla, ao presidir a abertura oficial do ano formativo técnico-profissional que vai estender-se até ao mês de Dezembro em todo o território nacional.

O INEFOP, órgão afecto ao Ministério da Administração Publica, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) encarregue pelos programas do Estado para as questões de formação técnico-profissional, formará, sobretudo, jovens dos 18 aos 35 anos de idade que devido a dificuldades de vária ordem não conseguiram ingressar às universidades e em outros programas de formação. De acordo com o Manuel Nunes Júnior, para além destes centros públicos, outros jovens vão ser formados igualmente nos centros de formação técnico-profissional privados que, no âmbito da parceria público-privada, têm auxiliado o Governo na formação de centenas de homens e mulheres.

Entre as diversas especialidades dos cursos ministrados nestas instituições, destacou as áreas da mecânica, serralheira, construção civil e corte e costura. A aposta na formação técnico profissional dos jovens angolanos é, segundo o governante, umas das políticas do Executivo com vista ao fomento ao auto emprego e a melhoria das condições de vida de muitos cidadãos que, devido a vários factores, não conseguiram se formar a nível médio ou superior. Deste modo, evitar que estes enveredam para práticas que atentam contra a sã convivência. Muitos formandos, conforme explicou, devido ao seu empenho, têm contribuído significativamente nos programas de auto emprego e garantindo trabalhos a outros que não tiveram oportunidade.

Estas acções, apontou Manuel Nunes Júnior, têm permitido uma redução das taxas de desemprego e delinquência. “É fundamental o investimento no capital humano com vista a dotá-los de conhecimentos técnicos e científicos adequados. Só a promoção de uma cultura científica e tecnológica garante um desenvolvimento sustentável das potencialidades existentes no território nacional e garante a redução da dependência do exterior”, detalhou. Acrescentou de seguida que “nesse aspecto particular é crucial que o país conte com um sistema de formação profissional adequadamente, estruturado, organizado e com um corpo de formadores devidamente qualificado”. No seu entender, a formação profissional deve atender os anseios dos jovens e ser dirigida prioritariamente ao sector primário da economia, tendo em conta as potencialidades agrárias do país.

Adequar a realidade

Por seu lado, muitos jovens, ouvidos pelo OPAÍS, defenderam a necessidade de se adequar os diversos cursos à realidade locais para se evitar a fuga de quadros para outras áreas. Ester Joaquim, de 20 anos, disse que é preciso que os cursos abertos estejam em conexão com o mercado onde se encontra o formando. “Eu vou fazer o curso de pastelaria e culinária porque gosto e facilmente posso abrir o meu próprio negócio, mas há cursos que para a nossa província não convinha tê-los”, frisou. Para sustentar a sua tese, questionou: onde irá trabalhar quem fazer o curso de energias renováveis no Lubango?

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