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Aposta na biomedicina vai reduzir casos de malária

O primeiro curso de doutoramento em Ciências Biomédicas, que arrancou ontem, em Luanda, formará 25 biomédicos que vão contribuir, nos próximos anos, para mitigar grandes endemias como a malária que é a principal causa de mortes em Angola.

POR: Domingos Bento

Os casos de malária, que anualmente vitimam mortalmente entre 14 e 20 mil pessoas em todo o país, poderão registar uma redução significativa, devido à celeridade que após à formação passará a se verificar ao longo do processo de diagnóstico, assistência e tratamento da endemia. A garantia foi dada ontem, em Luanda, pelo coordenador do curso de doutoramento em Ciências Biomédicas da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, Filomeno Fortes. Segundo o responsável, o ciclo formativo terá a duração de quatro anos e vai formar os primeiros 25 angolanos doutorados em biomedicina.

No fim de cada período de formação, o grande beneficiário serão os cidadãos que usufruirão de uma assistência e tratamento de qualidade melhorados. Além da malária, segundo Filomeno Fortes, os futuros biomédicos contribuirão para a redução dos níveis de outras grandes endemias como a tuberculose e o VIH/SIDA, esta última responsável pela morte de mil pessoas por ano. Ressaltou que ao concluírem a formação, os doutores terão mais capacidade para analisar e tomar decisões de forma integrada sobre os problemas de saúde da população. “Por exemplo, os técnicos de laboratório, actualmente, dominam apenas as técnicas de laboratório. Os médicos sabem apenas fazer o diagnóstico e dar o tratamento ao doente.

Já os biomédicos têm capacidade para fazer tudo isso. Com a implementação deste curso, estaremos a concentrar, num só individuo, várias capacidades e varias competências”, explicou. Filomeno Fortes atestou ainda que, ao contrário de se especializar no exterior, uma das vantagens de se implementar este curso no país prende-se com o facto de os formandos, ao longo do seu processo de doutoramento, terem a possibilidade de estudar e se debruçarem em matérias que afectam o quadro sanitário nacional. Evocou que a especialização no exterior do país tem sido muito pesado para o Estado, principalmente nesta altura de crise devido. Este curso, implementado pela Universidade Agostinho Neto (UAN), em parceria com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa (IHTM), terá um custo directo de 2.500 USD anuais por cada médico formado.

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