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Casas de Câmbio propõem ao BNA cobrar água e luz

As Casas de Câmbio de Angola encontram-se numa situação “desoladora” e à beira da falência, colocando em risco eminente 1000 postos de trabalho. “A persistir a situação, a nossa actividade tenderá a encerrar”, adverte a associação

POR: André Mussamo

A denúncia é da Associação das Casas de Câmbio de Angola, ACCA, através de uma missiva dirigida ao governador do Banco Nacional de Angola (BNA), enquanto entidade máxima do sector bancário no país. Na carta remetida ao gabinete do governador do BNA, a 30 de Janeiro do ano em curso, a ACCA refere que “há seis meses, as Casas de Cambio não são contempladas com divisas” um facto que contribuiu para atrofiar o principal negócio neste segmento de actividade. A ACCA reconhece que o actual governo do Banco Central de Angola já encontrou o actual contexto de crise, por isso mesmo, desde a sua tomada de posse, não foi feita pressão alguma, porém “quatro meses passados, vimos pedir à Vossa melhor compreensão visando começar a resolver os nossos problemas”, refere a organização na carta dirigida a José de Lima Massano.

A ACCA afirma que os seus filiados têm como “matéria-prima exclusiva” o câmbio de moeda, e não estando a ser contemplados nas operações de venda de divisas, agora realizadas pelo BNA que criteriosamente as aloca a sectores como os importadores de mercadorias e bancos comerciais, “não entendemos o porquê da situação, pois até ao momento não temos nenhuma informação oficial”. Enfatiza a necessidade dar relevância à actividade das casas de cambio no sistema financeiro de qualquer país, como instrumento mais expedido para a conversão da moeda, divisas e remessas para o exterior do país, visando ajudar a suprir as necessidades das famílias. As casas de câmbio aludem que mitigariam a gritante procura de cambiais por parte de famílias angolanas, com mecanismos menos burocráticos caso fossem contemplados com divisas como ocorre com os bancos comerciais, e, consequentemente, estariam em melhor posição para fazer concorrência ao cada vez mais crescente mercado ilegal de venda informal de moeda.

A ACCA propõe ao Banco Central a “liberalização total do preço das notas” para que cada operador praticasse o preço à sua escolha como medida para combater a informalidade no mercado. Solicitam que sejam autorizados para operar como “agentes corretores do mercado de capitais, efectuar serviços postais, pagamentos de serviços de água e luz” assim como a serem agentes de empresas de telemóveis e telefones, comercializar cartões pré-pagos, efectuar transferências e consultadoria a pequenas empresas importadoras e exportadoras. A associação das Casas de Cambio de Angola, requer ao BNA autorização para que os seus filiados exerçam ainda actividades de micro-crédito, como medida para salvar a actividade e os postos de emprego de cerca de 1000 funcionários que conseguiram emprego em dezenas de instituições deste segmento de mercado espalhadas em todo o país.

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