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Desvendados “Mitos e Verdades” da obra de Eve Ensler por cinco mulheres angolanas

A terceira exibição de uma série de cinco exibições de teatro protagonizada por cinco mulheres angolanas, tem lugar hoje, após a sua estreia Quarta-feira, 14, na Casa das Artes, em Talatona

POR: Jorge Fernandes

A peça original da norte-americana Eve Ensler, adaptada ao contexto angolano, pelo encenador Miguel Hurst, levou para aquele palco as performances de Sophia Buco, Naed Branco, Yolanda Viegas, Edusa Chindicasse e Tânia Burity, pela segunda vez, sete anos depois da sua primeira apresentação no país. O quinteto subiu ao palco e cada uma delas começou a desconstruir a palava “vagina”, muitas vezes não usada em conversas diárias e pouco referida no seio familiar, facto que constitui um mistério sobre o órgão genital da mulher.

Com uma linguagem coloquial, cuidada mas também dramática, as actrizes foram falando e interagindo sobre diversos assuntos ligados à temática, como a virgindade, a menstruação (período), estupro, intimidade, inocência, traição, violência, entre outros.A sala engalanada e ao mesmo tempo silenciosa, acompanhava ao pormenor o desenrolar de cada história, umas com teor satírico, mas de uma profundidade que obriga à reflexão. E assim iam-se desvendando os mitos e verdades sobre a vagina, uma palavra como outra qualquer, destinada apenas para designar uma parte do corpo da mulher.

Sobre a peça

O texto de Eve Ensler, tornou-se Best Seller em 1997 e ganhou o “Obie Awards”, prémio da crítica de teatro do jornal Village Voice, de Nova Yorque. Nele abordam-se temas como: sexualidade humana, violência doméstica, educação sexual e respeito pelo sexo feminino. O espectáculo teatral estreouse em 1996 e fez figura notável em terras americanas e pelo Mundo. Até ao presente, a peça já foi exibida em mais de 76 países, nalguns dos quais encontra- se em palco há 15 anos e foi traduzida em diferentes idiomas. A peça de Ensler baseou-se em centenas de entrevistas feitas a mulheres sobre sexualidade e estigmas à volta do estupro, abuso, mutilação genital feminina e escravidão sexual. A peça encorajou as mulheres a falarem abertamente sobre o seu corpo e a sexualidade.

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