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Carta do leitor: Intervenha, Senhor governador!

Saudações, caro director e equipa de trabalho de prestigioso jornal. Tomo a liberdade de escrever para este jornal, com o fito de relatar um facto por mim observado precisamente no dia 15 do corrente, no Bairro 15 de Fevereiro, vulgo Fubu.

POR: Kimbanze Filho

Achava-me dentro de uma barbearia, quando através do reflexo do grande espelho diviso uma carrinha com agentes da Fiscalização e da Polícia Nacional, o que talvez fosse normal. A minha preocupação assomou- me â consciência quando noto que duas grandes máquinas, daquelas usadas para produzir gelados(no meu tempo era baleizão) encima da carrinha também. De supetão me pus a reflectir sobre o que terão feito os proprietários das máquinas para lhes serem retiradas a tutela dos referidos meios. De seguida pensei no desemprego que grassa país adentro e nas recomendações que volta e meia oiço até do Presidente da República, João Lourenço, de que devemos ser empreendedores para nos auto empregarmos. vistas bem as coisas estas maquinas não poluem, muito menos ocupam grandes áreas em caso de serem instaladas em frente da casa. Também pensei…se calhar não tinha alvará comercial…depois pensei ainda nas senhoras que vendem o famoso gelado de múkua. Depois acordei e percebi que esses fiscais só vão atrás de objectos ou utensílios de valor, para depois se apoderarem deles caso o proprietário não seja capaz de pagar o que for pedido pelos fiscais. A pergunta que não quer calar ~e: numa altura em que foram prometidos meio milhão de empregos e não se vê esforço algum para alcançar este objectivo , será coerente este tipo de atitudes governativas? Numa altura em que as pessoas sobrevivem de pequenos negócios, faz sentido a Polícia e a Fiscalização terem esse tipo de atitudes? Pensamos que o Senhor governador Adriano Mendes de Carvalho tem sensibilidade suficiente para compreender que este comportamento dos seus subordinados tira a capacidade de sustento a várias famílias. Instamo-lo a agir no sentido de se acabar com essa pouca vergonha, por favor!

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