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Nós e as desgraças dos outros

Ontem recebi uma notícia sobre a queda de uma passagem pedonal nos Estados Unidos da América.

POR: José Kaliengue

Sob a imagem vinha uma legenda: “afinal não é só aqui”. Ok, e daí? Pensei eu. De facto, a forma como comemoramos as desgraças dos outros para aceitarmos bem as nossas próprias é dos mais evidentes sinais de que não queremos mesmo melhorar. A desgraça dos outros não faz de nós melhores. Ok. Lá caiu uma ponte, sim. As obras humanas podem colapsar, podem ser imperfeitas. O problemas é que as nossas imperfeições neste capítulo são, em alguns casos, uma certeza. Não são acidentais. Quanto custa uma ponte daquelas nos Estados Unidos? Quantas lá existem? Há quanto tempo? E mais, quais serão as consequências daquele acidente para os envolvidos? São questões sobre as quais devemos reflectir, em vez de comemorarmos. E se lá houve vítimas humanas, mais razões teremos para tirarmos daí uma lição, para estudarmos formas de evitar que aconteça por cá. É assim que devemos ver as desgraças dos outros.

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