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Venda diamantes rende USD 1.000 milhões

Diamantino Azevedo, ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, disse ontem que o Governo quer melhorar o modelo de comercialização de diamantes, o que incentivará mais empresas a entrar no negócio da lapidação

POR: Borges Figueira

A receita bruta da comercialização de diamantes rendeu USD 1.000 milhões no último ano, revelou esta Sexta-feira, em Luanda, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, Diamantino Pedro Azevedo, durante o fórum de auscultação sobre a política de comercialização de diamantes brutos. De acordo com o ministro, o Governo quer melhorar a política de comercialização de diamantes com vista a maximizar as receitas para o Estado, bem como acautelar os interesses dos produtores e das empresas com a criação de incentivos para que mais empresas venham a fazer a lapidação dos diamantes no país.

Para tal, é necessário que se a melhore toda a cadeia produtiva de exploração, transformação e comercialização deste minério. Por outro lado, Diamantino Pedro Azevedo adiantou que as maiores preocupações das empresas que operam no sector residem na melhoria dos preços de venda da sua produção, bem como na criação de incentivos para que as produtoras se sintam motivadas a aumentar a produção diamantífera, além de criar condições para que mais empresas possam investir na área de lapidação no país, criando assim valor acrescentado.

Para o director-geral adjunto de Catoca, António Celestino, nos últimos anos, a diamantífera tem registado um elevado índice de prejuízo com o actual paradigma de comercialização de diamantes que, em seu entender, tem prejudicado os serviços de prospecção e descoberta de novos novos kimberlitos, que já contabilizam em Catoca perdas de USD 400 milhões. Catoca reúne a Endiama (Angola), Alrosa (Rússia), Lev Leviev International – LLI (China) e Odebrecht (Brasil), sendo a maior empresa diamantífera a operar no país, responsável pela extracção de mais de 75% dos diamantes angolanos. Para além do kimberlito de Catoca, que explora na Lunda Sul, a empresa tem participação maioritária em concessões como a do Luemba, Gango, Quitúbia, Luangue, Vulege, Tcháfua e Luaxe.

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