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Cultura ecológica dos angolanos ganhará novo fôlego

As recomendações dos Bispos surge num momento em que há notícias sobre apreensões de grandes quantidades de toros de madeira com destino para o estrangeiro, deixando devastada a flora angolana

POR: João Katombela, enviado a Moçâmedes

A Conferência Episcopal de Angola e São Tome (CEAST) está a trabalhar na elaboração de um manual sobre Educação Ambiental, com visita a dotar os cidadãos do território desta organização religiosa, e não só, de ferramentas que lhes permita uma convivência saudável com o meio ambiente, bem como o domínio de uma cultura ecológica. Sem adiantar as características do livro que vai ser usado nas Escolas de Angola e São Tomé, principalmente nos estabelecimentos de ensino católicos, o bispo da Diocese do Namibe garantiu que o mesmo manual aprovado durante a realização da Primeira Assembleia da CEAST de 2018, na cidade de Moçâmedes, será lançado ainda este ano.

Dom Dionísio Hipunyati disse que depois da aprovação do manual, por unanimidade, pelos Bispos, já está em curso todo o processo de redacção e edição do mesmo. “O Manual foi aprovado por unanimidade nesta plenária de Moçâmedes, para que possa sair quanto antes para a impressão, dada a urgência de respeito que nós temos de ter em relação à natureza, à Ecologia e em relação à chamada de atenção do Papa Francisco, Laudato Si, sobre o assunto”, disse. Por outro lado, o prelado católico explicou que o referido manual vai servir para a educação das pessoas no sentido de estas saberem como lidar com a natureza e como preservá-la.

“É preciso que as pessoas saibam como lidar com a natureza que Deus nos deu de forma gratuita, e este conhecimento vai ser adquirido com este manual que, embora eu não possa precisar taxativamente quando será o seu lançamento, mas dentro de pouco tempo, este ano o manual sai, para que possa ser entregue às escolas, e irmos educar a nossa gente no âmbito ecológico e ambiental”, explicou. Segundo Dom Dionísio Hipunyati, Bispo da Diocese do Namibe, as 400 árvores de diferentes espécies plantadas na última Segunda-feira na comuna de Forte Santa Rita, município de Moçâmedes, justifica um dos objectivos da elaboração do referido Manual de Educação Ambiental. Tal objectivo vem expresso no comunicado de imprensa produzido no fim da Primeira Assembleia dos Bispos da CEAST, e apresentada pelo seu Vice-presidente, Dom José Ibamba, que serviu igualmente de abertura às celebrações do cinquentenário desta organização cristã Católica de Angola e São Tomé e Príncipe.

“O lançamento da Floresta Laudato Si, na cidade de Moçâmedes, pretender ser ao mesmo tempo um convite, um apelo, e um compromisso de juntos trabalharmos para uma educação à cultura ecológica, para que a busca desenfreada e egoísta do dinheiro e do lucro fácil não matem a natureza e a sua biodiversidade”, esclareceu. Acrescentou, por conseguinte, “Os Bispos recomendam maior vigilância e determinação na luta contra os malfeitores humanos da natureza e do meio ambiente e apoiam todas as iniciativas que visam o estancamento da desflorestação e desertificação”. Entretanto, as recomendações dos Bispos surgem num momento em que há notícias sobre apreensões de grandes quantidades de toros de madeira com destino para o estrangeiro, deixando devastada a flora angolana

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