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Revista “Letras de Ouro” homenageia Óscar Ribas na I edição

A referida revista é de periodicidade semestral, e em cada edição homenageará, através da figura de capa, uma personalidade que tenha contribuído significativamente para a arte literária nacional. Nesta primeira edição, o homenageado será o escritor angolano, Óscar Ribas

POR: Antónia Gonçalo

A Fundação Sindika Dokolo, Kwatas & Koolies e a Editora Azul, realizam na Quarta- feira, 21, às 18 horas, o lançamento da revista literária “Letras de Ouro”, no Palácio de Ferro, em Luanda. Segundo uma nota de imprensa a que OPAÍS teve acesso, “Letras de ouro” é uma revista angolana de carácter artístico e científico, especializada em literatura.

A revista, que será apresentada pelo escritor Pombal Maria conta com a participação de 16 autores, 14 dos quais angolanos, nomeadamente, António Gonçalves, César Esteves, Danilson Mbala, Ernesto Daniel, Fernando Pessoa e Gabriel Ambrósio. Os autores angolanos Gineraldo Adão, Hélder Simbad, Mabanza Kambaka, Miguel Neto Cabaça, Pedro Mayamona, Trajanno Nankhova Trajanno, Wínia Silvana, Zola Vida e o português, Marlène Cavaleira, assim como o brasileiro, Valdeck de Jesus também fazem parte desta revista.

A revista

“Letras de ouro” é um projecto pertencente à Editora Azul, vocacionado para a publicação de poemas, contos, ensaios, manifestos e artigos diversos sobre literatura, numa periodicidade semestral. Trata-se de uma revista para Angola e o mundo, que pretende difundir literatura angolana e universal.

O homenageado

O escritor, jornalista e ensaísta, Óscar Bento Ribas nasceu a 17 de Agosto de 1909 e faleceu 19 de Junho de 2004. Cedo lhe nasceu o bicho da escrita criativa, enquanto adolescente. Foi um homem que soube resgatar, valorizar e promover através das letras muito do imaginário nacional e das tradições orais. Escritor prestigiado nos meios literários nacionais e internacionais e membro da União de Escritores Angolanos (UEA), Óscar Ribas foi galardoado com diversos prémios: Margaret Wrong (1952), de Etnografia do Instituto de Angola (1959) e monsenhor Alves da Cunha (1964). Foi também agraciado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, nas categorias de literatura e investigação em Ciências Sociais e Humanas, outorgado pelo Ministério da Cultura, em 2000. Na sua bibliografia, constam diversas obras (esgotadas no mercado), entre as quais “Mussossos” (volume I, II e III), “Resgate de uma falta”, “Flores e espinhos”, “Uanga”, “Ecos da minha terra”, “Ilundo” e “Espíritos e Ritos angolanos”.

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