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Mais de 50 artistas exibem o seu potencial na marginal do Namibe

Cerca de 56 artistas, entre plásticos, escultores e tecelões, das províncias de Luanda, Bengo, Benguela, Cuando Cubango, Huíla e Namibe participam nas Festas do Mar, edição 2018

POR: João Katombela, enviado a Moçâmedes

Durante as Festas do Mar do Namibe, que terminam a 31 de Março, os expositores vão exibir e aproveitar a comercializar as suas criações, como quadros de pintura, esculturas, cestaria e outros objectos de arte. Segundo a directora províncial da Cultura do Namibe, durante os 30 dias de exposição, os artistas vão manter encontros entre si para a troca de experiências. Euracema Major referiu que, em virtude da escassez de material para a criação artística, principalmente a escultura, é necessário que os artistas do Namibe bebam da experiência de outras províncias.

“Para esta edição, temos 30 expositores visitantes, conseguimos colocar no recinto das Festas do Mar 26 expositores locais, perfazendo assim o número de 56 artistas que operam com diferentes técnicas, pelo que torna-se necessária a troca de experiências entre eles”, apontou. Entretanto, os artistas que viajaram das províncias do Bengo e de Benguela para as Festas do Mar, trouxeram peças que exaltam as suas realidades. Por exemplo, do Bengo veio a escultura que representa o Jacaré Bangão, de Benguela chegou o imbondeiro e o pescador, ambos em madeira talhada.

Pouca adesão

Entretanto, a fraca adesão ao local, por parte de turistas nacionais e estrangeiros, preocupa os expositores, pelo facto de não conseguirem alcançar o volume de vendas preconizado. Isidro Massoxi, escultor da província do Bengo, à nossa reportagem revelou que não está fácil vender as suas peças, apesar de ser 4ª vez que marca presença no certame que visa homenagear os navegantes da província costeira do Namibe. “Trouxe mais de 100 peças diferentes, embora eu já tenha aqui clientes identificados, ainda assim, não está fácil vender, porque os nossos potenciais clientes são os turistas estrangeiros, e acho que está também difícil para eles”, lamentou.

O artista que viajou da cidade do Lobito, Carmona Júlio, alinha no mesmo diapasão, porém acredita em dias melhores, pois nos próximos dias perspectiva-se a chegada de um navio de cruzeiro à cidade de Moçâmedes, com muitos turistas. “As vendas não estão boas, os turistas nacionais vêm para cá apenas para observar e não compram, talvez poderá mudar com a vinda ao Namibe do Cruzeiro” Refira-se que as festas do Namibe foram abertas no passado dia 03 de Março e vão encerrar a 31 do mesmo mês, uma celebração que reserva actividades diversas, com destaque para as culturais e desportivas, essencialmente o desporto motorizado.

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