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Governo intervém na erosão da Nova Centralidade da Lunda-Norte

A ravina de mais de mil metros que ameaça a Nova Centralidade do Mussungue na cidade do Dundo já está a ser intervencionada com trabalhos paliativos, que visam retardar a sua progressão.

O facto foi avançado, Sábado, à imprensa no distrito urbano do Mussungue, pelo director provincial do gabinete de infra-estruturas, Noé Chipoia, que salientou estarem já cinco empresas no terreno a realizar actividades paliativas por formas a retardar a progressão da ravina que tende atingir os edifícios da Zona IV da Nova Urbanização, tendo em conta a sua rapidez.

Referiu ainda que por causa do tipo de solo (arenoso), nesta parcela do país, as águas (pluviométricas e de saneamento) aproveitamse da fragilidade do terreno e provocam assim a erosão que se assiste na cidade do Dundo e arredores.

Por seu lado, o director técnico da empresa Kapilongo-Angola, Marcos Bebel, que mostrou-se optimista, disse estarem a colaborar com o governo local no sentido de efectuarem trabalhos provisórios da ravina, com colocação de pedras grandes de modos a evitar a sua progressão e que, dentro de 60 dias, a actividade de contenção estará totalmente concluida.

Já Mário Mendonça engenheiro civil e director de obra da empresa Griner -Engenharia, que trabalha na empreitada da EN 225, disse igualmente estar a colaborar na actividade a pedido do Instituto Nacional de Estradas de Angola(INEA)…

Esta colaboração passa pela criação de condições para a passagem da água que deve fluir por caminhos próprios e garantir-se o processo de vegetação de modo a evitar novas erosões e o reaproveitamento da água para a auto manutenção da plantas.

Por seu turno, o governador provincial, Ernesto Muangala, que visitou o local para constatar os trabalhos de contenção, disse ser uma situação preocupante, pelo facto de a ravina estar a estender-se até às infra-estruturas. Para prevenir danos maiores, o governo decidiu localmente a utilização de recursos disponíveis para o inicio da tarefa com material local que evite a progressão, até à intervenção do gabinete do ministério da construção e obras públicas.

Salientou que a mesma ravina consta do investimento público do Ministério da Construção e Obras Públicos, que a posterior irá lançar o concurso público para o efeito nos próximos meses. Nessa empreitada colaboram empresas locais como o INEA, Kapilongo-Angola, Griner-Engenharia, Pan-China e a CGGCChina.

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