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Vendidos ao exterior USD 84,5 milhões em diamantes

O preço de exportação do quilate tem vindo a subir e atingiu em Janeiro um valor que, desde Outubro de 2016, só foi superado em Novembro último. Já o volume exportado de quilates está a declinar

Angola vendeu ao exterior, no primeiro mês do ano mais de USD 84,5 milhões em diamantes. As exportações de diamantes continuam a beneficiar da subida do preço do quilate, tendo, em Janeiro, sido exportados 620.485 quilates, a um preço médio por quilate de USD 136,24, um valor apenas superado, desde Outubro de 2016, pelo que foi atingido no mês de Novembro.

Já, de acordo com o último relatório mensal do Ministério das Finanças sobre a arrecadação de receita fiscal diamantífera, o volume de exportação reduziu-se significativamente, registando uma quebra de quase 29% e ficando bastante abaixo do valor máximo conseguido em 2017, no mês de Outubro, quando foram exportados 895.434,79 quilates, embora a um preço inferior ao praticado agora. As vendas efectuadas em Janeiro traduziram-se, para os cofres do Estado, em Kz 1.331 milhões em receitas fiscais arrecadadas.

A comercialização de diamantes representou vendas brutas de USD 1.000 milhões em 2017, informou este mês o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, que quer melhorar as vendas este ano. “Para este ano, as projecções têm sempre em conta o preço base, e isto é uma variável exógena que não depende de nós.

Queremos ainda assim melhorar o valor do ano passado”, disse Diamantino Pedro Azevedo, que falava aos jornalistas à margem do fórum de auscultação sobre a revitalização da política de comercialização de diamantes brutos no país, realizado a 16 de Março, em Luanda.

O governante angolano disse ainda que o sector que dirige pretende melhorar a política de comercialização de diamantes, com vista a atrair mais investimentos. “Já existe uma política de comercialização.

O que nós queremos é melhorar essa política no sentido de primeiro, maximizar as receitas para o Estado, e segundo, também acautelar os interesses dos produtores e das empresas de comercialização”. Por outro lado, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos adiantou o objectivo de “criar incentivos” à instalação de empresas de lapidação de diamantes no país. “Para isso, precisamos de melhorar toda a cadeia produtiva de exploração, transformação e comercialização de diamantes”, apontou.

Segundo Diamantino Pedro Azevedo, é propósito também do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos melhorar a posição de Angola no contexto internacional, sobretudo na produção e comercialização de diamantes, com vista à maximização de receitas para o Estado.

“E isso pressupõe melhorarmos todos os aspectos que concorrem para o bom funcionamento dessa indústria, e assim como estamos a fazer na parte de prospecção, de exploração e do tratamento deste recurso mineral, também pretendemos fazê-lo na parte de comercialização dos diamantes”, acrescentou.

A Lusa noticiou a 11 de Março que a quantidade de diamantes vendidos por Angola subiu quase quatro por cento entre 2016 e 2017, para 9,438 milhões de quilates, mas a quebra na cotação média por quilate permitiu apenas um ligeiro aumento no volume de vendas. Segundo dados do Ministério das Finanças, em 2017 o país vendeu, globalmente, mais de USD 1.102 milhões (EUR 890 milhões) em diamantes, um aumento neste caso inferior a 0,5%, face às vendas do ano anterior.

Em 2016, de acordo com os mesmos dados, cada diamante angolano foi vendido, em média, a 121,1 dólares por quilate, valor que em 2017 diminuiu para 117,23 dólares.

Globalmente, as receitas fiscais geradas com a venda destes diamantes, o segundo maior produto de exportação de Angola, subiram 5% entre 2016 e 2017, para Kz 14,7 mil milhões (EUR 55,6 milhões), entre Imposto Industrial e ‘royalties’ pagos pelas empresas mineiras.

Segundo o Governo, com a entrada em operação do maior kimberlito do mundo, na mina do Luaxe, na província angolana da Lunda Sul, e de outros projectos de média e pequena dimensão nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, mas também em Malanje, Bié e no Cuando Cubango, Angola poderá duplicar a actual produção diamantífera anual já a partir deste ano.

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