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Mais de 40 crianças morreram no incêndio em centro comercial russo

O incêndio que, segundo Putin, se deveu à “negligência criminosa e falta de cuidado”, terá provocado a morte de 41 crianças. Habitantes de Kemerovo clamam por justiça

O incêndio que deflagrou Domingo num centro comercial da localidade de Kemerovo, na Rússia, terá provocado a morte de 41 crianças, segundo uma lista disponível num centro de apoio, consultada pela agência Interfax.

Os últimos dados avançados pelo Ministério da Saúde russo referiam que, até ontem, tinham sido identificadas 25 das 64 vítimas, 13 das quais seriam crianças. A identificação de todas as vítimas pode, contudo, vir a demorar duas semanas.

Alexander Bastrykin, responsável pelo comité de investigação russo, adiantou à TASS que existem 37 vítimas que precisam de ser submetidas a um exame de ADN já que não é possível fazer o seu reconhecimento de outra forma.

Ao todo, já foram libertados 21 corpos. Nas redes sociais, contudo, começaram a circular boatos de que o número de vítimas é muito superior ao divulgado, o que levou a que centenas de pessoas se reunissem esta Terça-feira junto à sede do governo em Kemerovo para exigir a demissão dos responsáveis pela investigação.

Vladimir Putin, de visita à localidade, apelou aos habitantes que não confiem nas informações divulgadas através da Internet, salientando que não existem razões para duvidar do papel das autoridades na investigação.

“Os culpados serão punidos, não tenham dúvidas disso”, garantiu o Presidente, citado pela Interfax. O fogo que consumiu o centro comercial Zimnyaya Vishnya, em Kemerovo, na Sibéria, começou numa das salas de cinema do quarto e último andar, alastrando- se depois a todas as áreas do edifício.

Os bombeiros demoraram mais de seis horas para controlar as chamas, que consumiram uma área de 1.500 metros quadrados. O centro comercial, muito frequentado por famílias, estava cheio. Além das 64 vítimas mor tais, o fogo provocou 60 feridos.

Putin: incêndio deveu-se à “negligência criminosa e falta de cuidado”. Investigações iniciais indicam que o alarme anti-incên-mordios não funcionava desde 19 de Março e que não haviam sido tomadas medidas para o consertar. Além disso, segundo Alexander Bastrykin, o segurança não alertou as autoridades quando o fogo começou. “Não temos uma explicação razoável para o que se passou”, disse o responsável. “Ele parece inexperiente.”

As portas de emergência também não estavam a funcionar. Quatro pessoas foram detidas depois da descoberta de “violações sérias”. Vladimir Putin, que visitou esta Terça-feira um memorial em honra das vítimas do incêndio, classificou o incidente como “uma tragédia terrível”, defendendo que se deveu à “negligência criminosa”.

“O que é que se passou aqui? Não se tratou de uma situação de combate, não se tratou de uma inesperada explosão de gás metano numa mina”, afirmou o Presidente russo, que se encontrou com os familiares das vítimas. “Porque é que morreu tanta gente? Por causa de negligência criminosa e falta de cuidado”.

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