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48 horas de silêncio perigoso

A Procuradoria-Geral da República levou quarenta e oito horas para reconhecer uma falha que noutras realidades africanas poderia ter custos muito altos, o que indicia uma grave deficiência nos processos de comunicação da instituição, ou uma fraca avaliação das consequências da inexistência de uma comunicação profissional e bem encaminhada, respeitadora dos seus destinatários também.

POR:José Kaliengue

Mal o sub-procurador da República anunciou a constituição como arguido do general Geraldo Sachipengo Nunda, chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, começaram a correr nas redes sociais pronunciamentos que alertavam para um possível lapso na informação. Estamos a falar de um caso que já tem pessoas detidas e em que apenas falta ouvir, segundo a PGR, cinco dentre os dezanove declarantes. Ora, algumas das declarações nas redes sociais são supostamente assinadas por oficiais generais que se diziam indignados com a desonra lançada aos homens da farda. Se para a PGR isso é coisa sem importância, para muita gente não é. Porquê tanto tempo para admitir o lapso e por que é que não se respondeu às solicitações da comunicação social? A PGR não está isenta de errar e nem está acima da crítica. Tal como também não deve assumir o direito de deixar o país à espera durante 48 horas para fazer o que é normal, comunicar, e, se necessário, corrigir alguma coisa que se tenha comunicado mal na vez anterior.

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