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Alargamento da base de produtos exportáveis em estudo

Na lista de produtos que o país já exporta constam o granito, a madeira, o peixe e outros produtos do mar. O alargamento da base é um dos desafios do Ministério do Comércio, que promoveu ontem, em Luanda, um Seminário sobre Cadeias de Valores. A União Europeia já disponibilizou USD 12 milhões

POR: Patrícia de Oliveira

Estão em curso no país estudos específicos com vista a identificar produtos exportáveis. O estudo está a ser realizado pelo Projecto de Assistência Técnica de Apoio Institucional (ACOM), em parceria com o Ministério do Comércio. De acordo com a coordenadora do projecto ACOM, Diane Biet, “a União Europeia, através do projecto Apoio Institucional ao Ministério do Comércio (ACOM), está a efectuar uma série de estudos, cujos resultados serão apresentados”. “O referido estudo é dirigido para o público e as partes intervenientes no processo de diversificação da economia e alargamento da base de exportações”, referiu.

Dividido em duas fases, a primeira será dedicada ao estudo para se encontrar um consenso sobre o vocabulário a praticar, no sentido de se desburocratizar e melhorar a troca de informação entre os sectores públicos, privado e institutos de estudos económicos, ao passo que a segunda fase irá apresentar alguns exemplos, de modo a obter lições sobre cadeias de valores no continente africano, que vão ajudar a formular políticas públicas. Por seu turno, o representante da União Europeia em Angola, Paulo Leitão, afirmou que “neste momento existem mercados já identificados para receber os produtos feitos em Angola, como é o caso da República Democrática do Congo, Zâmbia e Namíbia”. Paulo Leitão fez saber ainda que já foram financiados uma dezena de estudos no âmbito do projecto da ACOM, com destaque para os mercados dos países vizinhos.

O valor, segundo o responsável da União Europeia, está avalia do em USD 12 milhões e divido em duas fases. Referiu ainda que houve um apoio directo de assistência técnica ao Ministério do Comércio nas tarefas de definições, políticas, estratégias e implementação de prioridades. Segundo o responsável, a União Europeia já identificou alguns produtos no país que poderão servir como cadeias de valores. Estes estudos foram efectuados em sectores que já começaram a exportar, designadamente rochas ornamentais, madeira e pesca. Disse ainda que no próximo ano os estudos serão desenvolvidos no sector agrícola. “É importante que haja uma vontade política para que os processos avancem e se estabeleçam laços de comunicação, interactividade entres os actores intervenientes. Todos os intervenientes devem participar neste processo”, aconselhou.

Partilhar experiência sobre Cadeias de Valores

O secretário de Estado do Comércio, Amadeu Nunes, referiu que o seminário sobre Cadeias de Valores, realizado ontem em Luanda, teve como objectivo a partilha de experiências na busca de uma solução comum aos múltiplos desafios económicos que o país enfrenta para o seu desenvolvimento. Referiu ainda que o seminário é uma iniciativa do Ministério do Comércio, e visa ainda congregar as forças vivas quer públicas, quer privadas, no sentido de analisar o modelo de estruturação das actividades desenvolvidas nas Instituições públicas para garantir qualidade dos serviços. “Angola é um dos países menos avançados em fase de transição e cuja graduação e perspectiva-se para 2021. Neste momento enfrenta grandes desafios de participação na economia global, no sentido de reduzir a sua dependência da exportação do petróleo”, sublinhou o secretário de Estado, acrescentado que para diversificar a economia é necessário reforço da capacidade de exportação que vai permitir melhorar a participação no mercado internacional.

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