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Candidatos à presidência mexicana respondem Trump

Os candidatos à presidência mexicana iniciaram neste Domingo a sua campanha eleitoral respondendo às declarações de Donald Trump, que acusou o México de fazer “muito pouco” para impedir a entrada de imigrantes nos Estados Unidos.

O candidato da esquerda Andrés Manuel Lopez Obrador, actual favorito segundo as pesquisas, declarou em Ciudad Juarez, na fronteira com o Estado do Texas (EUA), que exigirá respeito pelos mexicanos. “Nem o México nem o seu povo vão ser o salva-vidas de qualquer Governo estrangeiro”, disse o candidato de 64 anos no seu primeiro comício oficial de campanha para a eleição presidencial de 1º de Julho.

“Não é com muros, nem com o uso da força que resolvemos problemas sociais ou questões de segurança”, insistiu. O ex-prefeito da Cidade do México acrescentou que não descarta a possibilidade de fazer Donald Trump mudar de opinião “sobre a sua política externa errônea e, em particular, a sua atitude desdenhosa em relação aos mexicanos”.

Por sua vez, Ricardo Anaya, que lidera uma coligação de partidos de direita e de esquerda, exigiu firmeza e dignidade após as novas declarações do presidente americano. “Precisamos de um novo relacionamento com responsalidade compartilhada e respeito mútuo”, afirmou Anaya em San Juan de los Lagos, no estado de Jalisco, onde lançou sua campanha.

O candidato de 39 anos, actualmente em segundo lugar nas pesquisas, indicou que o fenómeno migratório preocupa tanto o México quanto os Estados Unidos. Também apontou a responsabilidade americana pelo tráfico de armas dizendo que “80% das armas com as quais as pessoas são assassinadas no nosso país vêm dos Estados Unidos”.

Mais cedo, este Domingo, pelo Twiter, Donald Trump atacou o seu vizinho. “O México está a fazer muito pouco, ou nada, para impedir que as pessoas cheguem ao México pela sua fronteira sul, e depois aos Estados Unidos. Riem-se das nossas leis idiotas de imigração”, afirmou o presidente americano. As autoridades mexicanas “devem deter a droga e o fluxo de pessoas, ou eu vou deter os seus ganhos, o Nafta. Muro necessário!”

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