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Fraco abastecimento de energia condiciona desenvolvimento do Namibe

A vice-governadora do Namibe para área Económica, Politica e Social apontou uma série de estrangulamentos que impedem o desenvolvimento da província, tendo citado o caso da energia. Josefa Cangombe convida os empresários a entrarem para o negócio da energia eólica

POR: Miguel Kitari

Dependente do fornecimento de água da barragem da Matala, província da Huíla, cujo funcionamento está limitado, o Namibe enfrenta dificuldades no domínio da energia. O facto constitui, segundo a vice-governadora para o sector económico, político e social, uma das maiores preocupações do Executivo local. Apesar do quadro, Josefa Cangombe sublinha que o cenário abre perspectivas positivas para os investidores interessados em entrar no negócio da energia eólica. “Temos boas condições climatéricas para a produção de energia eólica, e é um sector em que os empresários deviam apostar”, considerou, sublinhando que um dos grandes obstáculos para o desenvolvimento da província é o abastecimento em energia eléctrica.

Em termos de produção e fornecimento de energia eléctrica, o município de Moçâmedes, capital da província, recebe 7 Mw da barragem da Matala, em regime intermitente, 6 Mw da Central Termica do Xitoto, 5 Mw da Central do Aeroporto, e 28 Mw da turbina, totalizando 46 Mw. Por sua vez, o município do Tombwa, maior centro piscatório da província, tem uma produção energética 9 Mw, o grupo gerador do município da Bibala produz 860 Kva, Camucuio 1.310 Kva, ao passo que o grupo gerador do município do Virei produz 1200 Kva.

A governante, que falava no Fórum de Oportunidades de Investimento, que teve lugar no último final de semana, em Moçâmedes, referiu também que a falta de rios regulares na província do Namibe representa um outro problema. Porém, ressalva que foram feitos vários furos que ajudaram a minorar a carência de água que muitas localidades da província ainda enfrentam.

Os recursos intermináveis do Namibe

Em termos de mineiras metálicos, o Namibe possui reservas de Ferro, Cobre, Ouro, Crómio, Titânio, Niquel e Manganês. Quanto aos metais raros e elemento de terras raras, constam o Berílio (Litio e Tântalo), Berílio e Tantalite, e entre os recursos não metálicos constam Barite, Asfaltite, Quartzo, Moscovite e Turmalina. A província possui os Mármores branco com tons negros, o branco com listas negras, o branco com faixas verdes e amarelas, o branco com manchas verdes, o azul pálido, e o rosa, além dos Granitos cinza, rosa e negro. A sua fronteira marítima com cerca de 480 Km, suporta acima de 65% da actividade pesqueira no país, com pequenos pelágicos, crustáceos, moluscos e produção de sal.

113 Empresas estão em pleno funcionamento, garantindo 1366 postos de trabalho. 56 empresas estão paralisadas

65% Do total da actividade pesqueira do país é quanto o Namibe produz. Tombwa, Moçâmedes e Lucira são os maiores centros de captura de pescado

46 Mw de energia é a capacidade total do município de Moçâmedes, na província do Namibe

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