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Posto fronteiriço de Chissanda com receitas de Kz 30 milhões mês

Angolanos e congoleses democráticos atravessam a fronteira diariamente para comercializar bens e serviços. Cancelada devido o conflito na RDC, a fronteira foi reaberta no último fim de semana.

O volume de negócios é de trinta milhões de Kwanzas/mês, arrecadados no Posto Aduaneiro de Chissanda, principal mercado fronteiriço, segundo a Admnistração Geral Tributária da Sétima Região que engloba as províncias do Moxico, Lunda- Sul e Lunda-Norte. Instalado em extremos opostos, o mercado transacciona bens perecíveis como peixe seco e fresco, carnes, frango, sal, entre outros de produção nacional aos fregueses congoleses.

Entretanto, o posto fronteiriço encerrado em virtude do conflito na região leste do Congo Democrático, foi reaberto um ano depois, dando início às trocas comerciais entre a província angolana da Lunda-Norte e as regiões da República Democrática do Congo (RDC) do Cassai, Cassai Central, Lualaba e Cuango, com a reabertura do mercado comum entre essas localidades, interrompidas por força do conflito na RDC O evento testemunhado pelos Secretários de Estado das Relações Exteriores e do Comércio, Domingos Custódio Vieira Lopes e Amadeu Leitão Nunes, obedece à cláusula dos acordos rubricados a 12 de Janeiro deste ano em Kananga (RDC), em que se destaca, entre outras ilegalidades, a violação das fronteiras e o garimpo de diamantes.

A cerimónia coube aos governantes da Lunda Norte, Ernesto Muangala ( Angola) e das referidas províncias, nomeadamente, Marc Manyanga Ndambo (Cassai), Dennis Kambay Tshimbumbu (Cassai Central), e representantes das duas restantes. O relançamento do comércio transfronteiriço demonstra a capacidade dos africanos ultrapassarem obstáculos, segundo a parte congolesa, na mensagem de agradecimento aprentada pelo governador de Cassai, Marc Manyanga Ndambo. Para o governador Ernesto Muangala, “é uma oportunidade de negócios” para ambas as partes, visando o combate à fome e a pobreza, mas é necessário que se envidem mais esforços ainda para a implementação dos demais aspectos constantes no protocolo.

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