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A liberdade vale sempre a pena

Ontem, em Malanje, houve quem se manifestasse insatisfeito com as condições de vida actuais e com a sua governação.

POR: José Kaliengue

É normal, estamos a viver um período de maior distensão, de maior exigência e também de maior impaciência, tudo isso derivado do período pós eleitoral, depois de as pessoas terem sentido (e este apelo lhes chegou) que com a deposição do voto na urna estavam a alterar as suas vidas. Eleições em período de crise económica dão sempre nisso. Está visto que não é assim. É preciso explicar bem o que se passa, e isso é simples: não há dinheiro, temos de trabalhar para que o dinheiro volte, o que não será de um dia para o outro, mas é coisa que que somos perfeitamente capazes de fazer. Nada de discursos carregados de nacionalismo inflamado, de patriotismo ideológico, etc.. Nada de políticas e politiquices, nem de promessas. O que se deve fazer é voltar à simples ideia de que cada um deve trabalhar, deve fazer o melhor possível o seu papel, com respeito pelos outros, para que a sociedade avance. A ideia de que o trabalho, de facto, dá dignidade, às pessoas e às famílias, não importa a actividade. Mas uma coisa é certa, é preciso comunicar bem, ou ninguém terá paciência para nada. E como ontem foi o Dia da Paz, acabou por ficar ilustrado também que com a liberdade conquistada até podemos ter ideias divergentes e as podermos manifestar livremente. Valeu a pena o 4 de Abril.

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