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Fundos sob custódia do Atlântico Europa crescem mais de 100%

O braço europeu de um dos maiores grupos financeiros de origem angolana, o Banco Atlântico Europa, registou no último exercício um notável crescimento dos activos financeiros de clientes que mantém sob custódia, com a responsabilidade de tratar de todos os eventos com eles relacionados.

O Banco Atlântico Europa registou um crescimento acima de 100% dos montantes que mantém sob custódia no último ano, de acordo com informação divulgada pelo site financeiro especializado ‘Funds People’. Os bancos ‘custodiantes’ e depositários guardam activos financeiros detidos pelos clientes, tendo a responsabilidade de tratar de todos os eventos relacionados com esses activos. Os custos que advêm destas funções constituem parte integrante das comissões que a gestão de activos cobra aos clientes, sendo que as alterações verificadas na legislação vêm atribuindo cada vez mais responsabilidades a estes intermediários financeiros, pressionando significativamente as margens do sector.

A par do Atlântico Europa, também outras duas entidades que operam no mercado português, a Golden Broker e a Dif Broker, registaram crescimentos superiores a 100% nos montantes mantidos sob custódia em 2017. Já o Banif Banco de Investimento (BBI), apresentou um crescimento de 73,7% no ano. Em Portugal existem 35 entidades que prestam os serviços de ‘custo diante’ de títulos por conta de outrem e que têm à sua guarda EUR 227.972,3 milhões em títulos, um montante que cresceu 5% face ao final de 2016. E o ano de 2017, trouxe algumas mudanças na quota de mercado das entidades líderes em Portugal. De facto, apesar do Banco Comercial Português manter a liderança do mercado – reforçando a quota de mercado para 21,4% – a Caixa Geral de Depósitos (banco estatal português) subiu três posições no ranking e ocupa agora o segundo lugar, com EUR 41.124 milhões à sua guarda, fruto de um crescimento de 16,6%.

No sentido oposto, o Novo Banco e o Banco Santander Totta viram os montantes detidos sob custódia recuar 3,8% e 12,3% respectivamente, e ocupam agora o terceiro e quarto lugares. No último exercício o Banco Atlântico Europa registou uma subida de 85% dos lucros, um valor que foi ajudado, sobretudo, pelo aumento das comissões cobradas aos clientes. O resultado líquido do banco alcançou EUR 9,5 milhões em 2017, face aos EUR 5,1 milhões do ano anterior. O produto bancário da instituição financeira fixou-se em EUR 30,3 milhões, uma melhoria homóloga de 32%. Já a margem financeira cresceu 2%, para EUR 12,4 milhões. A instituição integra-se no universo Atlântico, estando a sua estrutura accionista repartida pelo Atlântico Financial Group (89,5%), Banco Millennium Atlântico (7%) e Nasoluma (3,5%). O seu conselho de administração é presidido por Carlos Silva. L.F.

O Banco Atlântico

Sediado em Lisboa, o Atlântico Europa nasceu em 2009. É um banco europeu, com supervisão do Banco de Portugal e da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários portuguesa. Hoje, detém presença física em Lisboa, Portugal e em Windhoek, Namíbia, contando já com clientes de mais de 50 países. O Atlântico Europa, além de já estar autorizado a prestar serviços na Alemanha e na Áustria, tem já aprovada a autorização para prestar serviços financeiros em mais cinco mercados do ‘Velho Continente’: Espanha, Itália, Reino Unido, Holanda e Irlanda.

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