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Incidente no Aeroporto 4 de Fevereiro força desvio do voo de Lisboa para Kinshasa

Horas de pós, a aeronave da Air Jet que impedia a aterragem na pista 23, a principal do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, foi removida.

A aeronave DT 651 da TAAG que fazia a rota Lisboa/ Luanda, na Terça-feira, 3, foi forçada a aterrar no Aeroporto N’Djili, também conhecido como Aeroporto Internacional de Kinshasa, na República Democrática do Congo, pelo facto de a pista 23 do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro estar impedida. A pista 23, a principal do aeroporto localizado em Luanda, ficou obstruída e fora de serviço em consequência da aterragem de emergência de uma aeronave da operadora Air Jet, do tipo E120, matricula D2-FET, devido a problemas técnicos relacionados com os trens de aterragem que não saíam.

A aeronave, proveniente de Cabinda, transportava seis pessoas a bordo que saíram ilesas, beneficiando de um trabalho desenvolvido no momento da aterragem pelas forças do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, coadjuvados por técnicos da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA- EP), da Air Jet, da TAAG e da Ghassist. Não obstante a isso, os passageiros provenientes de Portugal escalaram o Aeroporto 4 de Fevereiro no mesmo dia, após a remoção da aeronava da Air Jet. Uma fonte da ENANA-EP disse que a aeronave que devia aterrar na última Terça-feira, 03, em Luanda, foi forçada a fazê-lo na República do Congo por falta de um aeroporto alternante na região Norte do país com características internacionais capazes de receber um Boeing-777.

Avançou ainda que, este problema só ficará resolvido depois da conclusão das obras do aeroporto Internacional de Cabinda “Maria Mambo Café”, cujos trabalhos incidem na construção de uma nova aerogare, alargamento da pista, em termos de cumprimento e de largura, assim como da placa, e a melhoria das comunicações. Apesar do aeroporto da Catumbela, província de Benguela, possuir características internacionais, ainda não está certificado, e não é alternante a Luanda, fez saber a fonte da ENANA que estamos a citar. “Só quando terminarem as obras em Cabinda é que teremos um aeroporto alternante”, reiterou. Importa referir que não é a primeira vez que uma aeronave com destino a Luanda é “desviada” para Kinshasa por razões operacionais consubstanciadas no impedimento da pista.

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