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Colectivo de Artes Pedro Bélgio exibe “O Processo dos 50 “ no auditório Pepetela em Luanda

A peça, produzida por Isabel Silva e dirigida por Edson Vunge, recorda o início das prisões políticas de nacionalistas angolanos, ocorridas a 29 de Março de 1959 em Luanda, tornandose um marco histórico na luta pela libertação

Texto de: Augusto Nunes

O Colectivo de Artes Pedro Bélgio, exibirá Quartafeira,11, no auditório Pepetela, do Camões – Centro Cultural português em Luanda, a peça “O Processo dos 50” A obra, escrita por Pedro Bélgio e encenada por Edson Vunge, tem a duração de 1 hora, narra a história do “Processo dos 50”, um conjunto de três processos políticos que se iniciaram a 29 de Março de 1959 com as prisões de vários nacionalistas angolanos, terminando a 24 de Agosto do mesmo ano com a última prisão.

“O desejo de liberdade sorriu para enfermeiros, mecânicos, oficiais administrativos, estudantes e poetas e foi actuando na clandestinidade, tanto nos musseques, como no centro das cidades. A peça recorda ainda os patriotas angolanos que procuravam despertar consciências e denunciar atrocidades coloniais, apelando à comunidade internacional para se juntar à causa independentista.

O grupo, dirigido por Edson Vunge, é constituído por 24 elementos, Job Domingos, Deodeth da Luz, José Mbanza, Silvia Matilde, Augusta da Silva, Florêncio de Sousa, Isabel António, Nicolas Quinta, Cardoso António, Jonas Michel e Sousa Ricardo. Completam o elenco, António Kapango, Rui Miguel, Ericksom Miguel, Rui Domingos, Albino Baião, Francisco Meck, Miguel Adão, Lourenço Paposseco, Mário Famoroso, Perivaldo di Sara, Jack Bento, Pedro Zito e Ernesto Cardozo.

O colectivo foi criado a 14 de Maio 2005, por Abel Miguel Pedro, estudante de Antropologia, educador social e activista, fruto da formação dada pelo Grupo Labaredas de Fogo. O grupo surgiu da necessidade proporcionar instrumentos aos jovens do Bairro Mártires de Kifangondo e arredores dos Bairros Cassequel, Prenda, Rocha, Cassenda e Calemba, para resgatar valores morais, combater a delinquência juvenil, bem como valorizar e preservar o património público e a identidade sócio-cultural de cada bairro.

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