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Exposição colectiva de autores lusófonos continua a interessar o público da cidade capital

A mostra, patente desde o pretérito dia 28 de Março na Galeria de Artes do Camões-Centro Cultural Português em Luanda, continua a atrair as atenções do público, sobretudo dos estudantes, fascinados pelas artes plásticas, devido ao seu simbolismo, propondo-nos questões sobre o presente da sociedade em que vivemos, sem esquecer a sua história

Texto de: Augusto Nunes

A ex po s i ç ã o i n t i t u l a – da “Autores Lu sófonos na Colecção da Fundação PLMJ Vol. II”, faz hoje 10 dias desde que foi aberta ao público na Galeria do Centro Cultural Português e, por incrível que pareça, continua a registar a afluência de um vasto e diversificado público, inclusive muitos artistas, empresários, curadores e jovens estudantes. Josielle Semedo, por exemplo, estudante da Universidade Metropolitana de Angola, fascinada pelas artes plásticas, decidiu visitar em companhia de colegas a colecção “Autores Lusófonos na Colecção da Fundação PLMJ Vol. II”.

Para si, as obras exibidas permitem- nos penetrar mais profundamente na Arte Contemporânea da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, por retratarem a realidade de cada um dos países representados, propondonos questões sobre o presente da sociedade em que vivemos, sem esquecer a sua história.

No entender da jovem estudante, o impacto, a importância e a selecção destas obras e artistas, assim como as de outras exposições que poderão surgir na sequência desta, bem exploradas, podem servir de tese para qualquer estudante universitário interessado.

Já Aliene Martins, estudante na mesma instituição, realça a importância das obras e do evento e apela à organização para prosseguir com iniciativas do género, o que, no seu entender, permitirá à comunidade lusófona, em particular os jovens, ter uma percepção abrangente do que está a ser feito ao nível da arte contemporânea. “Com a realização destas duas exposições, sendo a primeira em Moçambique e segunda agora em Angola, podemos dizer que não estamos perdidos e a nossa arte contemporânea está muito bem representada ao nível da CPLP.

Que venham mais iniciativas como as da Fundação PLMJ”, disse a jovem. Por sua vez, o fotógrafo holandês Jonnathan Cruyff, considerou que a selecção de obras e artistas integrados nesta exposição cruza diferentes gerações e práticas diversas, como a fotografia, em diversos formatos, a pintura, o desenho e a escultura, que devem ser muito bem exploradas e apreciadas pelos países que integram o projecto. “É uma grande valia”, reforçou Jonnathan.

A exposição

A mostra, segundo o curador João Silvério, marca o segundo momento de uma itinerância pensada no contexto da lusofonia, que simultaneamente reflecte o acervo coleccionado pela Fundação PLMJ, a qual, na última década tem dedicado uma maior atenção à produção artística mais recente de artistas de vários quadrantes e tendências estéticas, sendo também um testemunho da continuidade da sua colaboração com o Instituto Camões.

“Se a língua é um elemento agregador deste projecto, a diversidade de sentidos e reflexões que as obras denotam é um contexto visual que configura a expressão de uma linguagem universal que atravessa fronteiras e abre outras perspectivas sobre um universo em permanente mudança”, realçou.

De acordo com João Silvério, é neste aspecto que a reunião destes artistas no contexto da exposição se vai amplificando, numa itinerância que em cada momento se renova e não se afasta, em termos programáticos, da primeira, procurando diversificar as opções dos autores tendo em conta a cultura do país que acolhe, em correspondência com outras culturas, enquanto junta artistas que há várias décadas marcam a história recente da arte contemporânea com uma nova geração que lhe dá continuidade nesta colecção que a Fundação PLMJ partilha agora com o público angolano.

 

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